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Quadrilha suspeita de ataques a bancos em Passos é investigada desde janeiro, diz delegado

Seis integrantes foram presos na cidade de Sumaré com dinheiro, explosivos e armamento pesado.

 
 -  Armas e dinamites apreendidas pelo Deic em Sumaré  Foto: Deic/Divulgação
Armas e dinamites apreendidas pelo Deic em Sumaré Foto: Deic/Divulgação

A Polícia Civil de Passos (MG) continua as investigações na busca por mais integrantes da quadrilha que explodiu duas agências bancárias na última quarta-feira (11). Neste sábado (14), seis pessoas foram presas em Sumaré (SP) suspeitas de participação no crime. Segundo o delegado regional de Passos, Marcos Pimenta, a quadrilha é investigada desde janeiro de 2018.

Após os ataques da última quarta, a polícia mineira começou as investigações para tentar localizar os envolvidos. “A Polícia Civil de Passos passou a trocar informações com o Deic de São Paulo, uma vez que o Deic já estava em avançado estado de investigação no tocante a uma quadrilha especializada, situada naquele estado”.

Além dos ataques em Passos, a polícia afirma que a quadrilha atuou em explosões de bancos e tentativa de roubo a carro-forte no interior de São Paulo. “A gente acredita que essa organização possui mais ramificações. E não está descartada a possibilidade inclusive de crimes em outros países”.

Armas e dinamites apreendidas pelo Deic em Sumaré (Foto: Deic/Divulgação) Armas e dinamites apreendidas pelo Deic em Sumaré (Foto: Deic/Divulgação)

Armas e dinamites apreendidas pelo Deic em Sumaré (Foto: Deic/Divulgação)

Agora, segundo o delegado, a polícia quer localizar os demais integrantes da quadrilha envolvidos nos crimes de Passos. “Vai ser um trabalho a médio prazo, a longo prazo, nós não podemos ter pressa, temos que ter a maior cautela possível, visando identificar e punir os criminosos”.

As prisões

A ação do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) aconteceu em três pontos de Sumaré, com apoio do helicóptero águia da polícia. O alvo principal foi uma chácara, onde foi encontrado parte do material apreendido.

Com os suspeitos, foram apreendidos R$ 170 mil, 300 quilos de explosivos, pistolas, quatro fuzis, entre eles um ponto 50, além de máscaras de gás, capacetes e coletes a prova de balas.

De acordo com o Deic, os presos foram autuados por formação de organização criminosa, posse de arma de fogo e uso restrito e posso de explosivos.

Dinamites apreendidas em uma chácara em Sumaré em operação do Deic (Foto: Polícia Civil/Divulgação) Dinamites apreendidas em uma chácara em Sumaré em operação do Deic (Foto: Polícia Civil/Divulgação)

Dinamites apreendidas em uma chácara em Sumaré em operação do Deic (Foto: Polícia Civil/Divulgação)

A cidade

Após quase uma semana dos fortes ataques em Passos, os moradores enfrentam problemas para voltar à rotina. As duas agências alvos de explosão, do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, permanecem interditadas.

O movimento aumentou nas casas lotéricas. A Caixa informou que vai disponibilizar uma unidade móvel. O caminhão itinerante terá atendimentos aos clientes que precisarem de movimentações financeiras. O veículo ficará estacionado na Praça Geraldo da Silva Maia, em frente ao Palácio da Cultura.

O ataque

Os bancos ficaram destruídos após os ataques, que começaram por volta de 1h30 e duraram até as 3h do dia 11 de abril. Pelo menos 15 homens teriam participado da ação. Tudo aconteceu bem perto de uma companhia da Polícia Militar e da delegacia regional da Polícia Civil, que ficam a um quarteirão dos bancos.

Agências ficaram destruídas após ataques em Passos (MG) (Foto: Reprodução/Redes Sociais) Agências ficaram destruídas após ataques em Passos (MG) (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

Agências ficaram destruídas após ataques em Passos (MG) (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

Imagens de uma câmera de segurança mostram dois policiais militares se aproximando das agências. Logo depois, houve troca de tiros e um dos assaltantes chegou a ser atingido. Balas de grosso calibre atingiram ainda outros dois bancos da avenida e até um apartamento que fica no 5º andar de um prédio. Lâmpadas de postes e transformadores também foram destruídos. Pelo menos 46 imóveis ficaram sem energia elétrica.

Os criminosos conseguiram fugir em dois carros e na saída ainda queimaram dois ônibus em duas entradas da cidade para bloquear a passagem dos policiais.

Veja mais notícias da região no G1 Sul de Minas

 

 

 

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