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Putin fala em '''caos''' mundial se Ocidente voltar a atacar Síria

Presidente russo fez a afirmação em conversa com o presidente do Irã, Hassan Rouhani, que disse que EUA não querem a estabilidade na Síria; os 2 países são aliados do regime de Bashar al-Assad.

 
 -  Vladimir Putin, que deve ser reeleito este mês, foi entrevistado em um documentário de duas horas  Foto: Reuters
Vladimir Putin, que deve ser reeleito este mês, foi entrevistado em um documentário de duas horas Foto: Reuters

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, alertou neste domingo (15) que mais ataques ocidentais contra a Síria trariam o caos aos assuntos mundiais.

Vladimir Putin, que deve ser reeleito este mês, foi entrevistado em um documentário de duas horas (Foto: Reuters) Vladimir Putin, que deve ser reeleito este mês, foi entrevistado em um documentário de duas horas (Foto: Reuters)

Vladimir Putin, que deve ser reeleito este mês, foi entrevistado em um documentário de duas horas (Foto: Reuters)

Putin fez as declarações em uma conversa por telefone com seu colega iraniano, Hassan Rouhani, depois que os Estados Unidos, a França e o Reino Unido lançaram mísseis contra a Síria no sábado, por suspeita de um ataque com gás venenoso.

Em comunicado, o Kremlin disse que Putin e Rouhani concordaram que as ações ocidentais prejudicaram as chances de se chegar a uma solução política para o conflito de sete anos que já matou pelo menos meio milhão de pessoas.

"Vladimir Putin, em particular, enfatizou que, se tais ações cometidas em violação à Carta da ONU continuarem, isso inevitavelmente levará ao caos nas relações internacionais", diz o texto.

Os mísseis atingiram o coração do programa de armas químicas da Síria, disse Washington, em retaliação a um suspeito ataque com gás venenoso há uma semana. Os três países insistiram que o ataques não visavam derrubar o presidente Bashar al-Assad ou intervir no conflito.

Céu de Damasco se ilumina durante ofensiva dos EUA na Síria nas primeiras horas do dia 14 de abril (Foto: AP Photo/Hassan Ammar) Céu de Damasco se ilumina durante ofensiva dos EUA na Síria nas primeiras horas do dia 14 de abril (Foto: AP Photo/Hassan Ammar)

Céu de Damasco se ilumina durante ofensiva dos EUA na Síria nas primeiras horas do dia 14 de abril (Foto: AP Photo/Hassan Ammar)

Os atentados, saudados pelo presidente dos EUA, Donald Trump como um sucesso, mas denunciados por Damasco e seus aliados como um ato de agressão, marcaram a maior intervenção dos países ocidentais contra Assad e a Rússia. Os ataques foram considerados pelo ministro russo das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, "inaceitáveis ??e sem lei".

Os comentários de Putin foram publicados logo após o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov, divulgar uma nota mais conciliatória dizendo que Moscou faria todos os esforços para melhorar as relações políticas com o Ocidente.

EUA, Reino Unido e França bombardeiam alvos na Síria  (Foto: Arte / G1) EUA, Reino Unido e França bombardeiam alvos na Síria  (Foto: Arte / G1)

EUA, Reino Unido e França bombardeiam alvos na Síria (Foto: Arte / G1)

'Agressão'

Segundo o comunicado da presidência iraniana, Hassan Rohani disse na conversa que "os Estados Unidos e alguns países ocidentais não querem estabilidade na Síria" e que os bombardeios de ontem contra este país árabe não devem ficar impunes. Ele classificou o ataque conjunto como "um ato de agressão para levantar o espírito dos terroristas".

"Se a agressão e a violação flagrante das leis internacionais são feitas facilmente e sem pagar nenhum preço, seremos testemunhas de instabilidade em nível internacional e regional", advertiu.

Neste domingo, foram registrados protestos contra o ataque conjunto à Síria em países aliados do regime de Bashar al-Assad, como Iraque e Turquia.

Protesto contra os ataques à Síria em frente ao consulado francês em Istambul, na Turquia  (Foto: Kemal Aslan/Reuters ) Protesto contra os ataques à Síria em frente ao consulado francês em Istambul, na Turquia  (Foto: Kemal Aslan/Reuters )

Protesto contra os ataques à Síria em frente ao consulado francês em Istambul, na Turquia (Foto: Kemal Aslan/Reuters )

*Com Reuters e EFE

ENTENDA O ATAQUE À SÍRIA E SEUS ANTECEDENTES

  • O início da ofensiva contra a Síria

  • Motivo da ação: suposto uso de armas químicas

  • Alvos: Ataques atingiram três alvos em Damasco e Homs, diz Pentágono

  • O que diz a Rússia, principal aliada do regime sírio

  • Repercussão: países divergem e ONU pede moderação

  • Contexto: 8 perguntas para entender o conflito sírio

 

 

 

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