Cidades

Cidades

Fechar
PUBLICIDADE

Cidades

Exposição debate os espaços dos negros na cultura geek, em Belém

Historiador debate sobre a falta do protagonismo negro nos HQs e filmes da cultura nerd. Encontro será neste domingo, 15. Entrada franca.

 
 -  Pantera Negra, da Marvel Comics, é um dos poucos personagens negros a assumirem protagonismo na cultura geek  Foto: Globonews
Pantera Negra, da Marvel Comics, é um dos poucos personagens negros a assumirem protagonismo na cultura geek Foto: Globonews

Quanto super-heróis das histórias em quadrinhos você conhece? Por que os negros não aparecem como protagonistas nas aventuras do mundo nerd? Em busca de investigar tais questões, o historiador Caio Carneiro debate a representatividade no universo geek domingo (15), às 17h, no shopping localizado na avenida Augusto Montegro.

Pantera Negra, da Marvel Comics, é um dos poucos personagens negros a assumirem protagonismo na cultura geek (Foto: Globonews) Pantera Negra, da Marvel Comics, é um dos poucos personagens negros a assumirem protagonismo na cultura geek (Foto: Globonews)

Pantera Negra, da Marvel Comics, é um dos poucos personagens negros a assumirem protagonismo na cultura geek (Foto: Globonews)

“O mundo nerd é também um espaço para esse tipo de discussão. Os mangás, histórias em quadrinhos e filmes também têm críticas sociais. Na subjetividade dos personagens, eles falam de conflitos humanos, e sabemos que o universo de HQs é majoritariamente branco. Devemos questionar isso”, diz o professor.

Da palestra, Caio abordará a representação dos negros desde o século 20, quando ainda existiam os menestréis que faziam blackface. “O primeiro negro que teve destaque nas HQs foi Lothar, ajudante do Mandrake. Vamos abordar ainda o Pererê, personagem do Ziraldo; falarei sobre a primeira revista voltada para o público negro, a All Negro Comics, de 1947; além de produções mais atuais, como o Pantera Negra, Lanterna Verde, Blade, e outros”, antecipa.

O debate integra a programação da Exposição de Quadrinhos, que reúne 36 obras de renomados desenhistas do Pará: Jack Jadson, Gidalti Júnior, Eric Black e Joe Benett mostram obras premiadas e falam sobre sua trajetória em bate-papo com entrada franca.

Castanha do Pará, de Gidalti Júnior, é ambientado no mercado do Ver-o-Peso (Foto: Divulgação) Castanha do Pará, de Gidalti Júnior, é ambientado no mercado do Ver-o-Peso (Foto: Divulgação)

Castanha do Pará, de Gidalti Júnior, é ambientado no mercado do Ver-o-Peso (Foto: Divulgação)

Os autores, além de desenhar para grandes empresas como DC Comics e Marvel,também desenvolvem projetos ambientados na Amazônia. Gidalti Júnior foi premiado com o Jabuti de Quadrinhos, o mais importante prêmio da literatura do Brasil, pela obra Castanha do Pará, que retrata das aventuras e desventuras de um menino de rua no Ver-o-Peso.

“Os quadrinhos que retratam a realidade da Amazônia são fundamentais se você compreende o quadrinho como um veículo propagador de cultura, além da lógica de mercado. Coloca o personagem indígena, caboclo, ribeirinho, mestiço como protagonista. É um receptáculo e transmissor de conhecimento. Os quadrinhos inspirados na nossa gente e cultura nos faz ter contado com o nosso lugar, preserva nossa cultura, que vai ao Círio, que bebe açaí. Diante de tantas coisas que vem de fora e são absorvida por nós, a gente usar esse suporte de forma regionalizada é importante”, destaca Caio Carneiro.

Serviço

Debate “Negritude no cinema e HQs”, com o historiador Caio Carneiro, neste domingo, 15, às 17h. Antes, haverá o debate “Vida de Cosplay”, às 16h, com a Liga de Cosplay do Pará. Programação no Parque Shopping, localizado na Augusto Montenegro. Entrada franca. Exposição segue até o dia 30 de abril.

Envie vídeos, fotos e sugestões de pauta para a redação do G1 Pará no (91) 98814-3326.

 

 

 

PUBLICIDADE

Curiosidades

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE