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Sem consenso sobre a Venezuela, Cúpula das Américas termina com compromisso contra a corrupção

Compromisso de 57 pontos não tem poder vinculante. Atenção da Cúpula acabou voltada aos ataques na Síria e à situação na Venezuela.

 
 -  Vice-presidente americano Mike Pence fala neste sábado  14  na Cúpula das Américas, em Lima, no Peru  Foto: Karel Navarro/AP Photo
Vice-presidente americano Mike Pence fala neste sábado 14 na Cúpula das Américas, em Lima, no Peru Foto: Karel Navarro/AP Photo

Os países reunidos na Cúpula das Américas, que terminou neste sábado (14) em Lima, aprovaram um compromisso para colaborar no combate à corrupção.

O compromisso de 57 pontos, que não tem poder vinculante, foi aprovado por aclamação na abertura da primeira sessão plenária da Cúpula. Geralmente, a votação é feita ao fim de uma reunião e não em sua primeira sessão de trabalho.

Síria e Venezuela dominam debates na Cúpula das Américas

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O documento havia sido acordado na sexta em uma reunião de chanceleres, após ser negociado pelos países americanos durante sete meses.

O compromisso contempla "avançar na luta contra a corrupção, em particular a prevenção e o combate dos subornos a funcionários públicos nacionais e estrangeiros", e "adotar um marco legal para responsabilizar as pessoas jurídicas (entidades, empresas) por atos de corrupção".

Também "promove a inclusão de cláusulas anticorrupção em todos os contratos do Estado (...) e estabelece registros de pessoas naturais e jurídicas vinculadas com atos de corrupção e lavagem de dinheiro para evitar sua contratação".

Propõe "medidas que promovam a transparência" nos gastos dos partidos políticos, "principalmente de suas campanhas eleitorais, garantindo a origem lícita das contribuições, assim como sanções pela recepção de aportes ilícitos".

Atenções para a Síria e a Venezuela

A atenção da Cúpula acabou voltada aos ataques na Síria e à situação na Venezuela.

Na sexta-feira, o presidente americano Donald Trump, que não foi a Lima para preparar uma resposta ao suposto uso de armas químicas pelo governo de Bashar al-Assad, ordenou atacar alvos na Síria em coordenação com França e Grã-Bretanha.

A maior parte dos governantes das Américas, como o presidente Michel Temer, manifestou a sua preocupação pelo uso de armas químicas e alertou para o risco de uma escalada no Oriente Médio, após o bombardeio na Síria.

Quanto à Venezuela, os chefes de Estado reunidos na Cúpula não chegaram a um consenso, mas o Grupo de Lima e os EUA divulgaram uma carta independente dizendo que as eleições sem oposição não serão legítimas.

 

 

 

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