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Confrontos na fronteira de Gaza com Israel deixa morto e feridos

Um palestino morreu e 30 ficaram feridos no confronto com forças israelenses, nesta 3ª sexta-feira de protesto na região.

 
 -  Palestina lança pedra durante protesto na Faixa de Gaza, nesta sexta-feira  13   Foto: Mohammed Salem/ Reuters
Palestina lança pedra durante protesto na Faixa de Gaza, nesta sexta-feira 13 Foto: Mohammed Salem/ Reuters

Manifestantes palestinos e soldados israelenses voltaram a se enfrentar na fronteira entre a Faixa de Gaza e Israel. Nesta sexta-feira (13), que é a 3ª de protesto na região, um palestino morreu e 163 ficaram feridos, segundo autoridades de saúde em Gaza.

Milhares de palestinos se reuniram nesta manhã em diferentes lugares da fronteira. De acordo com o jornal israelense "Haaretz", os protestos em massa ocorrem em cinco pontos da fronteira.

Palestinos entram em confronto com o exército israelense na fronteira de Gaza

Palestinos entram em confronto com o exército israelense na fronteira de Gaza

Alguns manifestantes atiraram pedras contra soldados israelenses, que responderam com tiros, de acordo com relato da France Presse. O Ministério da Saúde de Gaza afirmou que um dos palestinos foi atingido na cabeça. O protesto deve reunir ainda mais pessoas à tarde, após a oração semanal.

Desde 30 de março, 34 palestinos foram mortos e centenas de outros foram feridos pelo exército israelense, de acordo com as autoridades de Gaza.

O morto desta sexta foi identificado como Islam Herzallah, de 28 anos. Ele foi atingido no leste da cidade de Gaza e levado ao hospital onde faleceu, informou o ministério da Saúde do território palestino.

A onda de protesto, iniciada em 30 de março, representa um desafio para as forças israelenses, que rejeitam as críticas sobre o uso de balas reais, explicando que suas regras de uso são necessárias, segundo a France Presse.

Palestinos se protegem de bombas de gás lacrimogênio durante confrontos com forças de segurança israelenses perto da fronteira de Israel, na Faixa de Gaza (Foto: Mahmud Hams/AFP) Palestinos se protegem de bombas de gás lacrimogênio durante confrontos com forças de segurança israelenses perto da fronteira de Israel, na Faixa de Gaza (Foto: Mahmud Hams/AFP)

Palestinos se protegem de bombas de gás lacrimogênio durante confrontos com forças de segurança israelenses perto da fronteira de Israel, na Faixa de Gaza (Foto: Mahmud Hams/AFP)

Onda de protestos

Esse é o 3º confronto desde a convocação, feita pela sociedade civil e apoiada pelo Hamas, de seis semanas de manifestações contra o bloqueio fronteiriço do enclave palestino. Os palestinos participam da "marcha do retorno", para exigir o "direito de retorno" de cerca de 700 mil palestinos expulsos de suas terras, ou que fugiram durante a guerra que se seguiu à criação de Israel em 14 de maio de 1948.

Israel se opõe duramente contra essa demanda palestina, que representa um dos principais entraves para a paz na região. Para Israel, o retorno dos refugiados palestinos equivale à destruição do "Estado judeu".

Palestinos se deslocam em meio ao gás lacrimogêneo durante confronto com as forças de segurança israelenses nesta sexta-feira (13)  (Foto: Mahmud Hams / AFP) Palestinos se deslocam em meio ao gás lacrimogêneo durante confronto com as forças de segurança israelenses nesta sexta-feira (13)  (Foto: Mahmud Hams / AFP)

Palestinos se deslocam em meio ao gás lacrimogêneo durante confronto com as forças de segurança israelenses nesta sexta-feira (13) (Foto: Mahmud Hams / AFP)

Israel já acusou o grupo militante islâmico de usar os protestos como cobertura para atacar a sua fronteira e declarou que aqueles que se aproximam da cerca colocam suas vidas em risco.

Em 30 de março, confrontos deixaram 19 mortos e mais de 1,1 mil palestinos feridos. O Exército israelense afirmou que o conflito começou quando palestinos se aproximaram da cerca na fronteira de Israel. O Ministério de Saúde de Gaza, por sua vez, culpou soldados israelenses por atirar em dois agricultores palestinos de Khan Yunis, matando um deles.

No dia 6 de abril, autoridades palestinas disseram que sete palestinos morreram e mais de 1.000 ficaram feridos.

 

 

 

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