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Dois são condenados por chacina em Fortaleza em 2017; penas somam 94 anos de prisão

John Lennon Almeida Sousa e Pabllo Gabriel Martins Gomes foram condenados por três homicídios e três tentativas, todos duplamente qualificados,

 
 -  Três pessoas morreram e três foram baleadas em tiroteio no Bairro Padre Andrade, em Fortaleza  Foto: TV Verdes Mares/Reprodução
Três pessoas morreram e três foram baleadas em tiroteio no Bairro Padre Andrade, em Fortaleza Foto: TV Verdes Mares/Reprodução

Dois homens foram condenados a penas que somam 94 anos de prisão por uma série de homicídios na que ficou conhecida como a "Chacina do Padre Andrade", ocorrida em Fortaleza em março de 2017.

John Lennon Almeida Sousa e Pabllo Gabriel Martins Gomes foram condenados por três homicídios e três tentativas de homicídio, todos duplamente qualificados, por motivo torpe e uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

John Lennon foi condenado a 63 anos de reclusão, e Pabllo Gabriel recebeu pena de 31 anos, ambos em regime inicialmente fechado. Os crimes foram motivados por conflitos entre facções que disputam o tráfico de drogas nos bairros Padre Andrade e Álvaro Weyne. O julgamento ocorreu nesta segunda-feira (12), no 2º Salão do Júri do Fórum Clóvis Beviláqua, em Fortaleza.

Tiros aleatórios

Os crimes ocorreram por volta das 16h30 do dia 30 de março do ano passado, segundo a promotora de Justiça Alice Iracema Melo Aragão. Os acusados, na companhia de três adolescentes e de outras pessoas não identificadas, chegaram em quatro motos à Praça Luciano Cardoso, no Bairro Padre Andrade, e efetuaram vários disparos, aleatoriamente, contra pessoas que estavam no local.

Antônio Dionísio Duarte, Jaime Barros de Almeida Filho e Alex Bruno Sousa Ferreira morreram na hora. Já Lucivando Silva Oliveira, Gercildo de Oliveira Filho e Delson Sousa Nascimento também foram atingidos, mas foram socorridos e sobreviveram.

Pabllo Gabriel, que já se encontrava preso, foi interrogado durante o julgamento e negou a autoria dos crimes. Já o réu Jonh Lennon, apesar de intimado, não compareceu e foi julgado à revelia. Os dois réus foram representados pelo defensor público Carlos Eduardo Bessa Thomaz.

O terceiro réu do processo, Helenilson Araruna de Sousa, também denunciado pelo Ministério Público, teve o processo suspenso por estar foragido. O julgamento foi presidido pelo juiz auxiliar da 2ª Vara do Júri, Edson Feitosa dos Santos Filho.

 

 

 

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