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Hydro veda canal que despejou água sem tratamento no rio Pará, após determinação do MP

A empresa admitiu o uso de duto clandestino, mas garantiu que o despejo recebeu tratamento, mesmo afirmando que poderia conter vestígios de bauxita e soda cáustica.

 

Nesta terça-feira (13), a refinaria de alumina Hydro informou que vedou com concreto a comporta de lançamento de "águas retidas" por meio de um segundo duto clandestino, conforme determinado na segunda (12) pelo Ministério Público Federal (MPF). A empresa disse que o canal foi utilizado para descarregar a água de chuva, com pH tratado, da área da refinaria para o Rio Pará, em Barcarena, nordeste do estado. A empresa admitiu que a água pode conter vestígios de bauxita e soda cáustica, mas afirmou que o efluente recebeu tratamento.

Veja aqui 10 pontos para entender o vazamento das bacias de rejeitos da refinaria que tem contaminado rios em Barcarena.

No entanto, de acordo com a promotoria de Justiça, em dias de chuva forte, o canal recebia resíduos da refinaria que eram despejados no rio, sem tratamento adequado. O MPPA descobriu o novo canal na última sexta-feira (9) e um inquérito foi aberto pela promotoria de Justiça, dando prazo de 48 horas para que fosse vedado.

A Hydro reconheceu que a liberação da água não foi autorizada pela licença ambiental e que despejo foi feito no dia 17 de fevereiro e entre os dias 20 e 25 de fevereiro. Mas, segundo a empresa, as autoridades ambientais foram informadas.

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Semas) disse que a Hydro chegou a pedir a aprovação do órgão ambiental para o descarte de águas de chuva pelo Canal Velho e que "emitiu uma notificação à empresa solicitando a caracterização físico-química das águas de chuva, a fim de verificar sua qualidade e emitir posicionamento sobre o solicitado".

No final de fevereiro, o Tribunal de Justiça do Pará (TJ-PA) já havia determinado que a Hydro reduzisse sua produção em Barcarena em 50% e embargou uma bacia de rejeitos da empresa. Há quase um mês, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) multou a Hydro Alunorte em R$20 milhões, após vazamento de resíduos por meio de outro duto clandestino - que também já foi fechado. A multa ainda não foi paga.

 

 

 

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