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Mulheres se recusam a sair de presídio após detentos atearem fogo em celas em Ariquemes, RO

Casa do Albergado de Ariquemes com capacidade para 40 presos, possui atualmente 147. Se eles atearam fogo achando que iriam para casa, não vão , diz diretor geral da Sejus.

 
 -  Detentos ateiam fogo em colchões nas celas de presídio de Ariquemes  Foto: Jeferson Carlos/G1
Detentos ateiam fogo em colchões nas celas de presídio de Ariquemes Foto: Jeferson Carlos/G1

A Secretaria de Estado de Justiça (Sejus) divulgou, nesta segunda-feira (12), que 12 mulheres parentes dos detentos da Casa do Albergado se recusam a sair da unidade mesmo após receberem uma determinação legal devido ao incêndio provocado pelos presos em Ariquemes (RO), no fim de semana. Segundo a Sejus, as chamas destruíram várias celas e os detentos responsáveis pelo incêndio serão penalizados e os reparos na unidade serão feitos sem que eles cumpram pena em casa.

Um vídeo divulgado nas redes sociais mostra as celas da Casa do Albergado totalmente danificadas após o incêndio (assista acima).

O gerente-geral da Sejus, Davi Martins, revelou que todos os detentos v]ao ficar cumprindo a pena na unidade e não serão liberados para ficar em casa por causa do incêndio.

Detentos ateiam fogo em colchões nas celas de presídio de Ariquemes  (Foto: Jeferson Carlos/G1) Detentos ateiam fogo em colchões nas celas de presídio de Ariquemes  (Foto: Jeferson Carlos/G1)

Detentos ateiam fogo em colchões nas celas de presídio de Ariquemes (Foto: Jeferson Carlos/G1)

“De antemão já adianto. Se depender de mim, eles não vão pra casa. Se eles atearam fogo, achando que iriam para casa, não vão. Identificaremos e responsabilizaremos todos aqueles apenados que participaram da rebelião, pois não foram todos. Eles serão responsabilizados pelo dano ao patrimônio público e pediremos ao judiciário a regressão cautelar do cumprimento da pena daqueles que participaram do princípio de rebelião”, exclama Davi.

O diretor também explicou que os familiares que insistem em permanecer na unidade também serão responsabilizadas por não saírem do local.

“As 12 mulheres que insistem em permanecer na unidade depois de receberem a determinação de deixar o local também serão responsabilizadas. Elas estão descumprindo a ordem legal, que é um crime previsto no Artigo 330, do código penal”, destaca.

Conforme a Sejus, um planejamento para melhorar a estrutura da unidade está em andamento, mas por conta da burocracia, as ações não devem acontecer de forma imediata.

“Nós estamos fazendo planejamento para melhorar a estrutura da unidade, então, isso são providências administrativas que a Sejus estão adotando e que não ocorrem infelizmente de forma rápida, porque as contratações e licitações na administração pública tem todo um rito que leva um certo tempo. Já pedimos a contratação emergencial de servidore s e estamos viabilizando um novo concurso público”, disse o diretor-geral.

Caso

Os detentos da Casa do Albergado de Ariquemes, atearam fogo em colchões durante a manhã do último domingo (11). O fogo atingiu diversas celas da unidade prisional, inclusive as celas que estavam sendo reconstruídas após um incêndio em janeiro de 2017.

Conforme alguns agentes penitenciários, vários familiares adentraram na unidade por volta das 10h30 para o horário de visitas, quando se percebeu a fumaça surgindo em meio a algumas celas. Ao constatar o incêndio, todos os apenados e os familiares foram levados para quadra da unidade.

O Corpo de Bombeiros foi solicitado e conseguiu combater as chamas momentos d epois.

Conforme os agentes, o incêndio foi provocado como forma de protesto dos detentos contra a superlotação da unidade prisional. A unidade tem capacidade para apenas 40 presos, mas atualmente abriga 147, ou seja, 267% acima do normal.

 

 

 

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