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Restos de menina desaparecida em agosto são achados na França

Maelys de Araujo, de nove anos, foi levada de uma festa de casamento. Nordahl Lelandais, um ex-militar de 34 anos, admitiu homicídio involuntário e levou policiais aos restos mortais após DNA da vítima ter sido encontrado em seu carro.

 
 -  Mulher observa cartaz com foto de Maelys de Araujo, então desaparecida, em foto de 28 de agosto de 2017  Foto: Philippe Desmazes/AFP
Mulher observa cartaz com foto de Maelys de Araujo, então desaparecida, em foto de 28 de agosto de 2017 Foto: Philippe Desmazes/AFP

Os restos mortais de Maelys de Araujo, de 9 anos, desaparecida em agosto passado, foram encontrados nesta quarta-feira (14) de acordo com as indicações de Nordahl Lelandais, que confessou tê-la matado involuntariamente.

Lelandais também admitiu que se desfez do corpo, mas se negou a dar detalhes sobre as circunstâncias da morte, informou o procurador de Grenoble, Jean-Yves Coquillat.

"Esta noite, os pais de Maelys sabem que sua filha está morta, que foi assassinada", declarou à imprensa.

Os investigadores necessitaram de um dia inteiro para achar o corpo devido às más condições do lugar e à neve abundante.

"Os policiais e os cachorros conseguiram descobrir o crânio e um osso da menina", afirmou Coquillat.

Nordahl Lelandais, um ex-militar de 34 anos, disse que falará depois sobre as circunstâncias da morte da menina.

Ela desapareceu na noite de 26 de agosto durante um casamento no leste da França, no qual Lelandais também estava presente.

Em setembro, os investigadores acharam um rastro de DNA da menina no carro de Lelandais e a justiça o indiciou por suposto sequestro. Ele sempre negou o crime.

Em novembro, depois da análise das imagens das câmaras de segurança nas quais se via a menina dentro do carro do suspeito partindo do casamento e outra que o mostrava voltando para o casamento sem Maelys, a promotoria o acusou de homicídio.

Depois de seis meses de silêncio, Lelandais foi interrogado nesta quarta-feira e acabou guiando os investigadores ao local onde foi encontra o corpo da menina.

"A investigação prosseguirá", afirmou o procurador, referindo-se em particular ao esclarecimento das circunstância da morte.

Ele explicou que essa mudança de atitude do suspeito se deve ao rastro de sangue da menina debaixo tapete do carro.

Além disso, a justiça investiga Lelandais por seu suposto envolvimento em outros casos de desaparecimentos que nunca foram esclarecidos.

 

 

 

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