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Presidente de Ong desarmamentista é preso por corrupção

Operação também levou à detenção do ex-presidente Álvaro Colom e de ex-ministros. Além dos ex-ministros, foi preso Juan Alberto Fuentes, chefe da organização humanitária

 
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O presidente da organização humanitária Oxfam Internacional, Juan Alberto Fuentes Knight, foi preso nesta terça-feira na Guatemala durante uma operação contra a corrupção que resultou também na detenção do ex-presidente guatemalteco Álvaro Colom, segundo a Procuradoria Geral do país centro-americano. Além de Fuentes, que foi ministro das Finanças no Governo de Colom, outros sete ex-ministros e um vice-ministro foram levados à prisão. A imagem da Oxfam já vinha abalada por um escândalo sexual que levou à renúncia de alguns de seus dirigentes.

O chamado caso Transurbano, da Guatemala, investiga o desvio de recursos na rede de transporte urbano construída durante o Governo do partido social-democrata Unidade Nacional da Esperança, sob o mandato de Colom, entre 2008 e 2012. O Ministério Público e a Comissão Internacional Contra a Impunidade na Guatemala (CICIG) fizeram 14 operações de buscas como parte da operação.

Entre outras anomalias denunciadas pelo MP e a CICIG destacam-se a concessão de contratos milionários em dólares para compra de ônibus, a retenção de subsídios a combustíveis para manter tarifas acessíveis à população e o descumprimento da obrigatoriedade de oferecer transporte gratuito aos idosos, algo que as entidades de controle, como a Controladoria Geral de Contas, jamais investigaram, apesar das reiteradas denúncias.

Ao chegar à Torre dos Tribunais, Fuentes Knight afirmou que quando deixou o cargo pediu uma investigação sobre as supostas “anomalias” que já começavam a aparecer por parte da empresa que operava o serviço de transporte. “Quando renunciei, exigi que se iniciasse uma investigação e que não fossem mais canalizados recursos para o Transurbano, para essa empresa em particular. Naturalmente a Controladoria não tinha nenhum relatório”, afirmou. Ele acrescentou que não denunciou o fato porque não tinha suficiente informação naquela época.

A detenção do ex-presidente Colom e de Fuentes, nomeado presidente da Oxfam Internacional em abril de 2015, chamou a atenção da imprensa local e internacional. Fuentes deixou o Governo de Colom em 2010 e escreveu um livro (Prestação de Contas) em que denunciava a intervenção ilegal nos assuntos de Estado da então todo-poderosa primeira-dama, Sandra Torre, transformada em uma primeira-ministra informal.

“A maioria dos hoje capturados no caso #Transurbano assinou [a concessão das verbas] porque era um projeto de Governo coordenado pela primeira-dama. A maioria sem saber se houve ou não negociações espúrias, e tampouco acredito que todos [estejam] salpicados pelo dinheiro, algo que agora se investigará. Sim à justiça!”, escreveu no Twitter o jornalista Ronaldo Robles, que foi chefe de imprensa da Presidência.

A detenção de Fuentes é um novo problema para a Oxfam, depois que esta sexta-feira foi noticiado que vários de seus cooperantes contrataram prostitutas no Haiti, eventualmente para realizar orgias nas dependências pagas pela organização, durante a operação de ajuda humanitária posterior ao terremoto que destruiu o país em 2010. A diretora-adjunta da ONG, Penny Lawrence, demitiu-se nesta segunda-feira depois das acusações de que a organização britânica não geriu adequadamente as graves denúncias sobre a conduta de seus funcionários.

Outro dos detidos na Guatemala é Salvador Gándara, ex-ministro de Governo (Interior) e ex-prefeito de Villa Nueva, a segunda mais importante cidade-dormitório da Guatemala. Gándara é um dos funcionários mais questionados na política local. Outros altos funcionários que esperam ser notificados por um juiz sobre o motivo da sua detenção são os ex-ministros Abraham Valenzuela (Defesa), Ana del Rosario Ordóñez (Educação), Edgar Alfredo Rodríguez (Trabalho), Óscar Velásquez (Economia), Celso David Cerezo Mulet (Saúde), Gerónimo Lancerio Chingo (Cultura) e Luis Alberto Ferraté (Ambiente).

As capturas geraram grande expectativa na Guatemala, onde se esperava uma entrevista coletiva que seria concedida por volta de 12h (hora local) pela procuradora-geral Thelma Aldana e o pelo comissário da CICIG, Iván Velásquez, para que revelem o alcance das acusações, assim como a possível extensão das ordens de capturas a outras autoridades envolvidas no escândalo.

 

 

 

 

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