Mundo

Mundo

Fechar
PUBLICIDADE

Mundo

Ex-presidente da Guatemala e ex-presidente da Oxfam são presos por corrupção

 
 - EFE/Esteban Biba/Direitos Reservados
EFE/Esteban Biba/Direitos Reservados
Ex-presidente da Guatemala Álvaro Colom é preso preventivamente, acusado de corrupção
Ex-presidente da Guatemala Álvaro Colom é preso preventivamente, acusado de corrupção EFE/Esteban Biba/Direitos Reservados

O ex-presidente da Guatemala, Álvaro Colom Caballeros, e oito ex-ministros de seu governo (2008-2012), além de um ex-vice-ministro, foram presos ontem (13), acusados de fraudar e desviar milhões de dólares do sistema de transporte público implantado na Cidade da Guatemala a partir de 2009.

Entre os ex-ministros detidos na operação coordenada pelo Ministério Público (MP) guatemalteco está Juan Alberto Fuentes Knight, que até ontem presidia a organização humanitária Oxfam International. Durante o governo Colom, Fuentes chefiou a pasta de Finanças Públicas.

Pouco após ser detido em sua residência, Colom disse a jornalistas que, para sua equipe, todo o projeto transcorreu dentro da legalidade. “Veremos o que diz o juiz [do caso]”, declarou o ex-presidente guatemalteco, segundo os principais veículos de imprensa do país.

Juan Alberto Fuentes também disse a jornalistas que é inocente. A Oxfam anunciou que Fuentes renunciou ao cargo para se defender das acusações “com vigor”. Colom estava à frente da entidade desde abril de 2015 – quando a organização não-governamental (ONG) anunciou que sua nomeação coincidia com uma “importante mudança institucional, em um momento em que a Oxfam se reorganiza para se converter em uma entidade mais global, dinâmica e influente”.

Acusações de exploração sexual

A prisão de Fuentes é mais um duro golpe na credibilidade da organização não-governamental (ONG), que enfrenta acusações de que dirigentes locais e colaboradores pagavam para ter relações sexuais com mulheres no Haiti, no Chad e no Sudão do Sul. No Haiti, onde a prostituição é proibida, os casos teriam ocorrido logo após o terremoto que devastou o país, em 2011.

Os escândalos sexuais motivaram a diretora adjunta da Oxfam, Penny Lawrence, a pedir demissão do cargo, lamentando os ocorridos. “Me envergonho de que isto tenha sucedido sob o meu mandato e assumo toda a responsabilidade”, lamenta Penny Lawrence em nota divulgada pela Oxfam. “Sinto profundamente o dano e a angústia gerada naqueles que apoiam a Oxfam, em todos os setores e, sobretudo, nas pessoas em situação de vulnerabilidade que confiaram em nossa organização.”

A Oxfam Brasil se manifestou hoje (14) sobre os casos, afirmando que os abusos sexuais “são revoltantes e inadmissíveis”. Segundo a instituição, uma comissão independente investigará os casos relatados e os processos de recrutamento estão passando por uma revisão.  “Não pode haver espaço na Oxfam para quem abusa da posição de poder e da confiança de milhares de pessoas”, disse a instituição em nota.

A filial brasileira também se manifestou sobre a prisão de Fuentes e considerou que seu indiciamento e prisão provisória tornaram “insustentável sua permanência no cargo de presidente do Conselho da Oxfam Internacional, ainda que o caso seja do período anterior ao seu mandato com a organização”, completou.

Fraudes na Guatemala

Segundo a Procuradoria-Geral da Guatemala, os indícios de irregularidades na gestão do chamado Transurbano indicam que cerca de US$ 35 milhões foram desviados por meio de mecanismos legais fraudulentos. De acordo com o MP, agentes públicos e empresários de transporte participavam do esquema.

Investigadores da Promotoria Especial Contra a Impunidade, do Ministério Público e da Comissão Internacional Contra a Impunidade analisaram documentos, mensagens eletrônicas e a movimentação financeira dos suspeitos, bem como as normas legais e os procedimentos administrativos aprovados no período sob suspeita.

De acordo com o MP, testemunhas afirmaram que, em 2007, a Associação de Empresários de Ônibus (AEAU), não só financiou parte das campanhas eleitorais dos dois principais candidatos à presidência do país, como mobilizou eleitores – um dos favorecidos foi Álvaro Colom, que acabou eleito.

Ainda segundo o MP, após a vitória de Colom, a associação de empresários se organizou para “monopolizar” o sistema de transporte público, criando quatro empresas anônimas com o propósito de captar os recursos destinados ao Transurbano.

 

 

 

Veja mais:

PUBLICIDADE
Variedades Super Heróis em situações inusitadas
Saúde e Bem Estar Diminua as marcas de celulite usando borra ou pó de café
Personalidades TOP 100 mulheres mais bonitas do mundo 2018
Variedades Já viu como funciona uma fechadura por dentro?
Saúde e Bem Estar Como você mantém bananas frescas por mais tempo? A solução está bem na sua cozinha
Comportamento Padrões de beleza feminina em 15 diferentes países. Brasileiros são mais exigentes.
Saúde e Bem Estar Alimentos que o ajudam a se desintoxicar depois de parar de fumar
Saúde e Bem Estar 7 cuidados que devemos ter quando vamos entrar ou sair do inverno
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE