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América Móvil, do bilionário Carlos Slim, tem maior prejuízo trimestral em 16 anos

Empresa perdeu o equivalente a US$ 575 milhões entre outubro e dezembro de 2017.

 

A América Móvil, a jóia da coroa do império do bilionário mexicano Carlos Slim, registrou o maior prejuízo em 16 anos no quarto trimestre de 2017, prejudicada pela depreciação do peso em relação ao dólar e ao euro.

A empresa de telecomunicações, que é controlada pela família da Slim e tem operações em toda a América e na Europa Oriental, registrou prejuízo líquido de 11,295 bilhões de pesos (US$ 575 milhões) entre outubro e dezembro. No mesmo período de 2016, as perdas foram de 5,972 bilhões de pesos.

Os analistas em uma pesquisa da Reuters esperavam que a empresa reportasse lucro líquido de 4,231 bilhões de pesos.

Instabilidade cambial

A empresa atribuiu o resultado a problemas cambiais no trimestre, quando o peso mexicano se depreciou quase 8% em relação ao dólar.

Segundo o analista Gregorio Tomassi, do Itaú BBA, a instabilidade cambial prejudicou a América Móvil, porque sua dívida está balizada em dólares, na libra britânica e no euro.

A moeda mexicana tem sido impactada nos últimos meses pela incerteza sobre o futuro do Tratado de Livre Comércio da América do Norte (Nafta), um pilar da economia mexicana, e pelo nervosismo antes das eleições presidenciais mexicanas em julho de 2018.

O mercado, no entanto, está otimista de que os lucros da América Móvil aumentem, já que a empresa pode cobrar rivais por chamadas para sua rede no México, disse o analista da Intercam, Alik Garcia. Melhora nas condições econômicas no Brasil também estão aumentando o valor de suas ações, disse Garcia.

A receita e lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) no trimestre ficaram em linha com a expectativas dos analistas. A receita foi de 263,9 bilhões de pesos, ligeira queda ante 269,3 bilhões de pesos no quarto trimestre de 2016.

No Brasil, onde opera as marcas Claro, NET e Embratel, as operações da América Móvel registraram receita de R$ 8,94 bilhões no quarto trimestre, alta de 0,8% ante o mesmo período de 2016, e Ebitda de R$ 2,7 bilhões, alta de 11,6% na mesma comparação.

 

 

 

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