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Zuma diz em TV estatal que pedido de partido por sua renúncia é '''injusto'''

O que eu fiz de errado? , questiona presidente da África do Sul, que é acusado de corrupção, sobre pressões de seu partido para que ele deixe o cargo.

 
 -  Presidente da África do Sul fala sobre mobilização do partido para retirá-lo do poder  Foto: Reprodução/Youtube
Presidente da África do Sul fala sobre mobilização do partido para retirá-lo do poder Foto: Reprodução/Youtube

O presidente da África do Sul, Jacob Zuma, falou nesta quarta-feira (14) à TV estatal de seu país sobre as pressões de seu partido por sua renúncia.

Ele disse que não fez nada de errado, que o Congresso Nacional Africano (ANC, na sigla em inglês) não deu motivos que justifiquem sua saída e que o pedido é "injusto". Criticou também líderes do partido por conversarem com a imprensa e “incitarem os apelos por sua renúncia”.

“Achei muito estranho ter sido comunicado ‘Você deve ir embora agora’ porque teremos um novo presidente. Essa não é a política do ANC”, afirmou.

Zuma disse que propôs ao partido renunciar em junho, com o objetivo de criar um ambiente de “estabilidade e unidade” no país, e que inicialmente o partido concordou.

Nesta quarta-feira, o ANC anunciou que, se ele não renunciar, vai apoiar uma moção de censura contra ele no parlamento - a única maneira de tirá-lo do poder caso ele se negue a cumprir a decisão de seus colegas de sigla de sair do governo. A votação foi marcada para quinta-feira (15).

Zuma é alvo de mais de 800 acusações por corrupção relativa a contratos de armas do final dos anos 1990 e é investigado por supostamente ter usado o Estado para favorecer empresários com concessões públicas milionárias.

Os diversos escândalos de corrupção em que está envolvido levaram o país a uma séria crise política.

 

 

 

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