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Área da '''Bica''' é desmatada por invasores de terras em Monte Alegre, no Pará

O terreno de cerca de 7 hectares é particular e muito visitado por famílias nos finais de semana em razão da beleza paisagística e queda d’água, mas tem sido alvo de invasores.

 
 -  Árvores derrubadas e a mata queimada na área da   39;Bica  39; já afetam a queda d  39;água  Foto: Geiza Bacelar/Arquivo pessoal
Árvores derrubadas e a mata queimada na área da 39;Bica 39; já afetam a queda d 39;água Foto: Geiza Bacelar/Arquivo pessoal

Derrubada de árvores centenárias, queimadas e outros danos ambientais tem sido registrados em razão da presença de invasores em uma área de terras de aproximadamente 7 hectares, conhecida por “Bica”, entre o bairro de Surubeju e o britador da Comara, em Monte Alegre, oeste do Pará.

O crime ambiental praticado na área já foi denunciado à Polícia e à secretaria Municipal de Meio Ambiente de Monte Alegre pela herdeira das terras, Geiza Bacelar. Mas, segundo ele, um novo grupo ameaça invadir outra parte da Bica.

“Tenho informações que a Polícia Militar e a Sema já estiveram na área e que o desmatamento foi interrompido, mas um grande estrago já feito. Este crime é ainda mais grave, quando se analisa que esta área se localiza numa encosta de serra, portanto protegida por lei federal, estadual e municipal, e também por ser ali um sítio arqueológico, outrora habitado pelos índios Gurupatuba, e onde ainda é possível encontrar vários vestígios desses nossos antepassados”, disse Geiza Bacelar.

A bica é uma “ilha” naquela região de cerrado, muito conhecida pela sua pequena cachoeira que águas cristalinas, onde muitas famílias se refugiam nos finais de semana para tomar banho e desfrutas de momentos de lazer. A área é rodeada de imensas árvores, como se fosse uma mini floresta, está localizada em uma das encostas da serra que margeia o Rio Gurupatuba, próximo ao bairro Bonsucesso.

Para a herdeira, como a área possui um ecossistema frágil e ao mesmo tempo, que serve à comunidade, já que é permitido o acesso sem qualquer cobrança de taxa para banhos na queda d’água, o poder público [Prefeitura, Câmara, Secretaria de estado de Meio Ambiente], Ministério Público e sociedade em geral, deveriam traçar uma estratégia de defesa da “Bica”, para evitar danos irreversíveis. “Sozinha eu não terei condições de deter definitivamente o avanço dos especuladores profissionais de terras já bastante conhecidos aqui em Monte Alegre, e que na maioria da vezes tem um forte ‘patrão’ por trás dessas ações”, declarou Geiza Bacelar.

Atualmente, os pais de Geiza, Anthero e Cláudia Bacelar moram na área da “Bica”. Por já serem idosos, ela teme pela segurança deles, porque a ameaça de novas invasões continua rondando as terras apesar das cercas, dos documentos de propriedade e dos impostos pagos.

 

 

 

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