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Doenças sexuais se espalham no Carnaval

 
 - Usar camisinha é a alternativa mais segura para quem mantiver relações com parceiros eventuais  Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Usar camisinha é a alternativa mais segura para quem mantiver relações com parceiros eventuais Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Segundo o Ministério da Saúde, apenas 56% dos brasileiros entre 15 e 24 anos usam preservativos com parceiros eventuais. Os dados preocupam a Secretaria de Estado de Saúde do Pará (Sespa), que resolveu intensificar neste período de Carnaval campanhas para orientar os jovens a se prevenir contra doenças como hepatites virais B e C.

Várias equipes de saúde estarão em 13 cidades paraenses para orientar foliões sobre a importância do preservativo contra doenças sexualmente transmissíveis. Cisalpina Cantão, coordenadora estadual de Hepatites Virais da Coordenadoria de Vigilância em Saúde (CVS/PA), explica que as hepatites B e C são doenças silenciosas e sexualmente transmissíveis, além da contaminação por meio do contato sanguíneo, como o compartilhamento seringa, alicate de unha e material perfurante contaminado.

O tipo B não tem cura, mas não deveria existir casos, já que as três doses da vacina são dadas até os seis meses de vida. Já o tipo C tem 97% de cura por meio de medicamentos. “Antigamente, as pessoas morriam sem saber o motivo. Hoje, com tanta informação e facilidade de acesso ao tratamento, ainda há pessoas com vírus por mais de dez anos sem saber. Temos uma preocupação grande, pois as hepatites virais podem evoluir à morte. Por isso, a orientação é que as pessoas façam os testes rápidos. Tudo é gratuito no Sistema Único de Saúde (SUS), até o tratamento”.

OUTRAS DOENÇAS

Além das hepatites virais, o preservativo também impede a contaminação de outras doenças, como a Aids. Segundo levantamentos da Coordenação Estadual de IST/Aids, entre 2012 e 2016, 4.690 pessoas desenvolveram Aids no Pará e, no mesmo período, outras 4.393 foram diagnosticadas com HIV, das quais 1.899 gestantes

No mesmo período, 2.695 pessoas morreram, a maior parte homens. Os municípios que registraram mais mortes foram Belém, Ananindeua, Santarém, Marabá, Paragominas, Bragança, Itaituba, Parauapebas, Redenção e Castanhal. Em relação às faixas etárias que predominam estar com a infecção no Pará, estão pessoas entre 20 e 30 anos; 30 e 40 anos e de 50 a 60 anos.

Ao todo, estão disponíveis no Pará 74 Centro de Testagem e Aconselhamento (CTAs). A ampliação desses serviços depende das gestões municipais.

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