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Sociedade Brasileira de Pediatria pede ao Ministério Público que proíba '''Só surubinha de leve''' e '''Oh novinha'''

Representação pede que MP tome providências para interromper a reprodução imediata . Texto cita que músicas podem promover estupro e violência mesmo que sem intenção expressa .

 
 -  O funkeiro MC Diguinho  Foto: Divulgação/Instagram/mcdiguinho
O funkeiro MC Diguinho Foto: Divulgação/Instagram/mcdiguinho

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) levou, nesta terça-feira (6), uma representação ao Ministério Público da Infância e Juventude do Estado do Rio de Janeiro pedindo que o órgão "tome providências para interromper a reprodução imediata" das músicas "Só surubinha de leve", de MC Diguinho, e "Oh novinha", de MC Don Juan.

Em nota, a instituição fala em músicas "cujo conteúdo promove o estupro, a violência e outros crimes, bem como incitam o desrespeito às mulheres, podendo ser elementos prejudiciais na formação de crianças e adolescentes".

Ao G1, a SBP informa que a representação deve ser apresentada ao Ministério Público Federal, em Brasília, ainda nesta quarta-feira (7).

Lançada originalmente em setembro do ano passado com os versos "Taca bebida, depois taca pica e abandona na rua", "Só surubinha de leve" passou a ser criticada por fazer apologia ao estupro quando MC Diguinho anunciou o lançamento do clipe da faixa, inicialmente previsto para 17 de janeiro.

No mesmo dia, a música foi excluída das paradas do Spotify. O funk estava em primeiro na "Brazil Viral 50", com as músicas com maior crescimento de audições, e em 27º no top 50 Brazil, o principal ranking brasileiro.

A polêmica também levou o áudio de "Só surubinha de leve" a sair do ar do YouTube. Publicado em 14 de dezembro no canal Legenda Funk, o vídeo somava mais de 14 milhões de visualizações.

Por fim, em 18 de janeiro, MC Diguinho lançou uma "versão light" do clipe. No lugar dos versos "Taca bebida, depois taca pica e abandona na rua", a releitura traz "Taca bebida, depois taca e fica, e não abandona na rua". Em sua conta no Instagram, Diguinho afirmou que "jamais iria denegrir a honra e moral das mulheres".

O texto da representação apresentada nesta terça pela SBP avalia que "a nova versão permanece inadequada, pois o autor utiliza um 'jogo de palavras' de duplo sentido que induz o ouvinte a perceber como 'normal' uma série de situações não recomendáveis nas relações em sociedade".

A representação ainda fala em "desrespeito é mais evidente com relação às mulheres, com frases que, de modo direto ou nas entrelinhas, fazem a apologia das violências sexual e emocional e vulgarizam o corpo e as relações íntimas, entre outros, sem preocupação com as consequências desses atos".

Também cita "músicas com cunho desrespeitoso que expõem os 65 milhões de crianças e adolescentes a situações de risco em seu processo de formação e desenvolvimento emocional, afetivo e comportamental, ao utilizar termos que, mesmo que sem intenção expressa, fazem a apologia do estupro, estimulam o consumo de álcool e drogas, banalizam a relação desse segmento populacional com o sexo, entre outras distorções, as quais os fragiliza ainda mais diante da sociedade, vulnerabilizando a defesa de seus direitos e outros crimes".

Tanto os versos de "Só surubinha de leve" quanto os "Oh novinha" aparecem na íntegra na representação encaminhada ao MP. A primeira estrofe de "Oh novinha" é: "Oh novinha, eu quero te ver contente / Não abandona o piru da gente / Que no Helipa, confesso, tu tem moral / Vinha aqui na favela / Pra sen-, pra sen-, pra sentar no pau / Pra sen-, pra sen-, pra sentar no pau".

Após transcrever as letras, o texto diz: "Aqui constam duas músicas apenas a título de exemplo, mas a solicitante [SBP] requer que providências sejam tomadas urgentemente contra outras canções e clipes, de qualquer gênero musical, que possam prejudicar o desenvolvimento moral e psíquico de crianças e adolescentes, uma vez que suas letras são profundamente agressivas e com alto potencial de comprometer o desenvolvimento e o comportamento desses jovens".

 

 

 

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