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Presidente iraniano diz que os EUA não conseguiram prejudicar o acordo nuclear

Para Hassan Rohani, o acordo é uma ''vitória duradoura'' para o seu país. Trump exige falhas terríveis para não deixar pacto firmado em 2015.

 
 -  O presidente do Irã, Hassan Rohani, durante conferência neste sábado  27  na Suíça  Foto: Raheb Homavandi/Reuters
O presidente do Irã, Hassan Rohani, durante conferência neste sábado 27 na Suíça Foto: Raheb Homavandi/Reuters

O presidente do Irã afirmou, neste domingo (14), que os Estados Unidos não conseguiram prejudicar um acordo nuclear entre Teerã e grandes potências. Para Hassan Rohani, o acordo é uma "vitória duradoura" para o seu país, segundo a Reuters.

"A administração americana não conseguiu prejudicar o acordo nuclear. Trump, apesar de seus esforços, não conseguiu prejudicar o pacto. O acordo é uma vitória duradoura para o Irã", disse o presidente Rouhani, em pronunciamento divulgado pela televisão estatal.

Na sexta-feira (12), o presidente americano, Donald Trump, fez um ultimato, exigindo um endurecimento das condições do pacto feito em 2015 para corrigir "falhas terríveis". Ele também manteve o congelamento das sanções contra o Irã, nesta que seria a última oportunidade de ajudar o país a corrigir o que o governo americano considera "defeitos do pacto", sob a pena de os EUA se retirarem do pacto.

A advertência de Trump coincidiu com o anúncio de novas sanções que não estão relacionadas com o acordo nuclear, mas com "graves" abusos aos direitos humanos e com a proliferação de armas, e que afetam 14 indivíduos e entidades do Irã, entre eles o chefe do Poder Judiciário, o aiatolá Sadeq Larijani.

O presidente dos EUA Donald Trump durante reunião sobre política de imigração no gabinete da Casa Branca, em Washington, na quinta (11) (Foto: Evan Vucci/AP) O presidente dos EUA Donald Trump durante reunião sobre política de imigração no gabinete da Casa Branca, em Washington, na quinta (11) (Foto: Evan Vucci/AP)

O presidente dos EUA Donald Trump durante reunião sobre política de imigração no gabinete da Casa Branca, em Washington, na quinta (11) (Foto: Evan Vucci/AP)

Trump decidiu manter ativo um mecanismo que suspende temporariamente as sanções ao Irã por seu programa nuclear, algo sobre o que o presidente dos Estados Unidos deve pronunciar-se a cada 120 dias por imperativo legal.

Mas fez isso com o aviso de que, se a Europa não negociar com ele para modificar o acordo nos próximos quatro meses, ordenará a volta da imposição das sanções nucleares quando terminar o novo prazo de 120 dias, que caduca no próximo dia 12 de maio.

Sem previsão de mudança

Após a ameaça de Trump, o ministério das Relações Exteriores iraniano divulgou um comunicado em que rejeita renegociar este tratado. "A República Islâmica do Irã não tomará nenhuma medida além de seus compromissos dentro do acordo nuclear, não aceitará nenhuma modificação deste acordo, nem hoje, nem no futuro, e não permitirá vincular o acordo nuclear ou outras questões".

UE volta defender acordo

A União Europeia (UE) afirmou no sábado (13) que "tomou nota" das exigências de Trump, mas reiterou seu "compromisso a continuar com uma efetiva e total aplicação do acordo nuclear".

"Como primeiro passo, Reino Unido, França e Alemanha coordenarão com outros países da UE uma avaliação conjunta" do anúncio e "das suas implicações", informou um comunicado do porta-voz da chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini.

 

 

 

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