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Irã levanta restrições impostas ao Telegram

O Telegram é a rede social mais popular no Irã e havia sido bloqueado após as violentas manifestações que ocorreram no país no final de 2017.

 
 -  Manifestante participa de ato na Universidade de Teerã, no Irã, em imagem de 30 de dezembro  Foto: AP Photo/Arquivo
Manifestante participa de ato na Universidade de Teerã, no Irã, em imagem de 30 de dezembro Foto: AP Photo/Arquivo

O Irã levantou na madrugada deste domingo as restrições à rede social Telegram, impostas durante os recentes tumultos sangrentos em várias cidades do país, constataram jornalistas da AFP.

"A informação sobre o final do controle do Telegram é correta", confirmou à AFP um relações públicas no Ministério das Telecomunicações. Este aplicativo de mensagens criptografadas voltou a ser acessível a partir da rede telefônica.

De acordo com a agência iraniana Isna, "o controle provisório do Telegram e algumas restrições aplicadas nessas duas últimas semanas (...) foram totalmente levantadas sob a ordem do Presidente da República", Hassan Rohani.

Manifestante participa de ato na Universidade de Teerã, no Irã, em imagem de 30 de dezembro (Foto: AP Photo/Arquivo) Manifestante participa de ato na Universidade de Teerã, no Irã, em imagem de 30 de dezembro (Foto: AP Photo/Arquivo)

Manifestante participa de ato na Universidade de Teerã, no Irã, em imagem de 30 de dezembro (Foto: AP Photo/Arquivo)

As manifestações contra o alto custo de vida e o governo, de 28 de dezembro a 1 de janeiro, provocaram uma onda de distúrbios em dezenas de cidades. Essas altercações deixaram 21 mortos, principalmente manifestantes.

Durante esses tumultos, as autoridades cortaram o acesso ao Telegram e ao Instagram a partir de telefones celulares e acusaram grupos "contra-revolucionários" no exterior de usar essas redes para convocar manifestações.

O acesso total ao Instagram foi restabelecido em 6 de janeiro, mas o acesso ao Telegram só era possível usando uma VPN (rede privada virtual).

O Telegram, que tem mais de 25 milhões de usuários diários, é a rede social mais popular no Irã.

Desde as grandes manifestações em 2009 contra a reeleição do ex-presidente Mahmud Ahmadinejad, Facebook, Twitter e YouTube estão bloqueadas no Irã, mas podem ser acessados via VPN.

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