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Bloco de carnaval do AP quer arrecadar 3 toneladas de alimentos para doação

Há três anos o Bloco do Abel dá voz a autistas e deficientes físicos através da folia carnavalesca. A união de amigos se tornou movimento e ajuda instituições filantrópicas com a venda dos abadás.

 
 -  No Amapá, bloco do Abel trás a discussão sobre o autismo no carnaval  Foto: Rita Torrinha/G1
No Amapá, bloco do Abel trás a discussão sobre o autismo no carnaval Foto: Rita Torrinha/G1

Há 3 anos o Bloco do Abel vem promovendo em Macapá eventos de folia marcados pela solidariedade. Uma ação que se fortaleceu na brincadeira do carnaval, virou coisa séria e passou a agregar uma grande rede de pessoas na ajuda a instituições filantrópicas. Acima de tudo, trás na pauta a discussão sobre o respeito à pessoa com autismo e outras síndromes ou deficiências físicas.

Durante todo o ano o bloco se articula para promover, em fevereiro, as folias para crianças e adultos. Tudo o que é arrecado com a venda de abadás, apoio dos patrocínios e ajuda de amigos, é revertido em alimentos, que são doados a entidades. Mais de 10 já foram ajudadas.

Para dar início ao “esquenta” 2018, o bloco fez a inauguração do ponto da folia na sexta-feira (12) em um shopping na Zona Sul de Macapá. As festas vão acontecer no dia 12 de fevereiro, em horários diferenciados para crianças e adultos e o primeiro lote dos abadás já está disponível para compra.

Os coordenadores dizem que a proposta inicial era homenagear o amigo Abel, um jovem amapaense de 27 anos que tem autismo. Eles queriam tornar a rotina da vida dele mais normal possível, incluindo-o em atividades sociais e levando como mensagem a importância de cuidar dessas pessoas especiais com carinho e qualidade de vida. Mas a iniciativa ganhou repercussão além das expectativas.

De acordo com a presidente do Instituto Recomeço (um dos braços sociais do bloco), Marciane Santo, este ano o bloco quer arrecadar 3 toneladas de alimentos não perecíveis para serem doados a entidades do município de Santana, a 17 quilômetros da capital amapaense.

Deficientes físicos participaram da inauguração do ponto do Bloco do Abel (Foto: Rita Torrinha/G1) Deficientes físicos participaram da inauguração do ponto do Bloco do Abel (Foto: Rita Torrinha/G1)

Deficientes físicos participaram da inauguração do ponto do Bloco do Abel (Foto: Rita Torrinha/G1)

Tom Soares, responsável por mapear as instituições que serão beneficiadas, adianta o nome de sete que estão confirmadas para receberem a ajuda.

“Em Santana serão moradores do aterro sanitário, os projetos Resgate Mirim e Nossa família, instituição Padre Piamarta, Casa da Hospitalidade e o abrigo de idosos. Em Macapá, as entregas serão feitas à Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae)”.

Durante a inauguração do ponto do bloco, muitos cadeirantes e pessoas com outros tipos de deficiência estiveram presentes. Jodoval Farias, que é deficiente visual, acredita que atitudes sociais devem ser abraçadas por todos.

“A pauta é dar voz às pessoas com autismo, que é o princípio da proposta do bloco, mas acabou agregando outros deficientes porque é uma causa que todos devem se inserir. A discussão é coletiva e muito mais ampla do que tratá-la de forma isolada”, comentou.

O Abel não esteve na inauguração porque está em Belém, onde estuda estatística numa universidade pública, mas a presença dele está confirmada para os bailes e, segundo os amigos, ele monitora tudo mesmo estando em outra cidade.

Abel Nascimento é autista. O amapaense cursa estatística na UFPA (Foto: Jorge Abreu/G1) Abel Nascimento é autista. O amapaense cursa estatística na UFPA (Foto: Jorge Abreu/G1)

Abel Nascimento é autista. O amapaense cursa estatística na UFPA (Foto: Jorge Abreu/G1)

Bloco do Abel

Criado em 2015, o bloco reúne foliões para a diversão carnavalesca, tendo como pano de fundo a causa do autismo, tema inspirado na história de vida do jovem Abel Nascimento, de 27 anos, diagnosticado com o transtorno.

Na primeira edição, o bloco arrecadou 533 quilos de alimentos, que foram distribuídos para o Instituto do Câncer Joel Magalhães (Ijoma), entidade filantrópica no Amapá que recebe pacientes com câncer. Em 2017, na segunda edição, foi arrecadado uma tonelada, distribuída para cinco instituições.

A história de Abel inspirou a produção de um documentário, que conta a rotina dele que, atualmente, mora em Belém, e estuda estatística na Universidade Federal do Pará (UFPA).

Serviço

Folia do Bloco do Abel
Venda de abadás: no Garden Shopping, na Zona Sul de Macapá
Valor do primeiro lote: R$ 30
Dia da folia: 12 de fevereiro
Local: estacionamento do shoping
Hora: das 15h às 18h (baile de carnaval infantil) e das 20h às 4h (baile para adultos)
Informações: (96) 99158-0564

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