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Saiba como atrair o seu filho à escola

 
 - A funcionária pública Monique Favacho já começou o processo de desapego com o filho Marcelinho  Foto: Octávio Cardoso
A funcionária pública Monique Favacho já começou o processo de desapego com o filho Marcelinho Foto: Octávio Cardoso

As férias escolares estão chegando ao fim e, com isso, o desapego de uma vida mais mansa, longe dos compromissos com os estudos. Depois de mais de um mês de folga, viagens e brincadeiras, é hora de desfazer as malas e preparar a mochila para as aulas. Em Belém, algumas escolas já retomam as atividades nesta segunda-feira (15), e os profissionais orientam: a preparação deste retorno deve começar bem antes do calendário letivo.

Na casa da funcionária pública Monique Favacho, 38, a semana foi de muita conversa e desapego para o seu filho, Marcelinho, 11. Prestes a entrar no 6° ano, o menino teve de abrir mão de ficar muito tempo à frente do videogame e passar boa parte da manhã na cama. “Estou criando nele uma expectativa para voltar às aulas”, contou a mãe.

Desde o dia 30 de novembro, Marcelinho está afastado de qualquer compromisso com os estudos. “Nesses dias, ele foi para o cinema, shopping, brincou bastante, mas segunda acaba tudo”, avisa Monique.

Durante esta semana, ele começou a dormir mais cedo e se despedir das brincadeiras, arrumando o material escolar, a agenda e, claro, a mente. “Todos os anos são assim: neste período mostro o que foi bom, e o que virá pela frente”, completa a mãe.

SEM MANHA

Para evitar transtornos, choros e resistências na hora de voltar à rotina, a obstetra Carla Rego, 47, também recorre à conversa com o casal de gêmeos Maria Fernandes e Carlos Henrique, de três anos e dez meses. A retomada da rotina não é tarefa fácil, principalmente, para o menino, que dorme até mais tarde. “Com o adulto é difícil e para as crianças é mais ainda. Por isso, deve ter a adaptação, sim”, entende a médica.

Normalmente, às 21h, os filhos já estão na cama. Nas férias, o horário se estende até 22h. Como ainda são muito pequenos, o videogame não é liberado, mas, por outro lado, eles abusam da TV. “Com a volta às aulas isso muda, e o corte é feito uma semana antes”.

ANSIEDADE

A mudança de série, turma, amigos e até de escola gera ansiedade. Por isso, na conversa sobre a rotina, todos esses assuntos têm de ser lembrados. “Os pais devem explicar as fases e porquês. Isso deixa a criança mais segura, evita choro e ajuda no desenvolvimento”, conta a psicóloga Lana Martins, especialista em terapia do comportamento.

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