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Indústria do Pará fica no topo do Brasil

 

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou ontem os resultados atualizados da indústria nacional no ano de 2017 até o mês de novembro. A Pesquisa Industrial Mensal do IBGE mostra que o Pará teve crescimento na produção industrial de 10,5% no ano passado, no acumulado de janeiro a novembro, muito acima da média brasileira, que foi de 2,3%. O número põe o Pará como o estado com maior crescimento na produção industrial do ano passado.

Entre os setores que contribuíram positivamente para o crescimento industrial no Pará, a indústria extrativa se destaca com aumento de produção industrial de 13,7%, impulsionada, sobretudo, pela maior extração de minérios de ferro em bruto ou beneficiados.

CONTRASTE

Apesar do crescimento, alguns setores contribuíram negativamente na produção industrial, como os produtos de minerais não-metálicos, com uma taxa de -22,2%, e produtos alimentícios com uma taxa de -5,3%, pressionados principalmente pela menor produção de cimentos, “Portland” de carnes de bovinos frescas ou refrigeradas e óleo de dendê em bruto, respectivamente.
José Conrado Santos, presidente da Federação das Indústrias do Pará (Fiepa), lembra que em 2016 o Pará já havia alcançado um resultado importante, ao fechar o ano em primeiro lugar, num período em que houve retração em estados tradicionais como São Paulo. “É gratificante saber que mais uma vez a nossa produção alcançou um resultado positivo, graças ao trabalho do setor produtivo”, festeja.

Conrado ressalta que a Fiepa apoia a vinda de novos investimentos para o Estado, “ao participar e propor debates sobre temas de interesse da nossa indústria, ao fomentar a preparação de nossas empresas para a exportação e incentivando o fornecedor local, que também é importante nessa cadeia produtiva”.

Ele crê que essa performance possa ser creditada em boa parte à indústria mineral, que em 2017 foi responsável por mais de 87% das exportações paraenses e continua sendo o carro-chefe da economia. “Mas não devemos esquecer outros setores, como a agroindústria, com destaque para a soja e a carne”, comenta.

Para continuar com esses bons resultados, Conrado diz que o Estado precisa melhorar a sua infraestrutura. “Essa é uma questão que pode ser decisiva na hora de tomar a decisão de implantar um empreendimento ao Pará. Precisamos avançar em novas reformas, como a da Previdência e a Tributária”, destaca.

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