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Com 398 médicos no quadro, Semusa investiga falta de profissionais em unidades de saúde em Porto Velho

Secretaria recadastra médicos para avaliar carga horária e locais de trabalho. Morte em pronto atendimento onde faltou médico chamou atenção da Semusa.

 
 -  No início da semana, mulher morreu de infarto na Unidade de Pronto Atendimento José Adelino; no momento em que ela chegou ao local não havia médico n
No início da semana, mulher morreu de infarto na Unidade de Pronto Atendimento José Adelino; no momento em que ela chegou ao local não havia médico n

Com 398 médicos no quadro de servidores, a Secretaria Municipal de Saúde de Porto Velho (Semusa) iniciou, neste mês, o recadastramento dos profissionais da Saúde, incluindo os de nível médio. O objetivo é verificar porque há desfalques nas escalas de serviço nas unidades de pronto atendimento e policlínicas da capital, onde são atendidos casos de urgências e emergências médicas.

Segundo o adjunto da Semusa, Marcus Vinícius de Oliveira, todos os médicos contratados pelo Município terão que, obrigatoriamente, se recadastrar junto à secretaria, indicando o local em que está lotado e a carga horária a ser cumprida. “O médico que não realizar o cadastramento até o próximo dia 31 terá o salário temporariamente suspenso”, alertou o adjunto.

A falta de clínicos nas unidades de emergência e urgência, segundo o adjunto, é um dos principais problemas enfrentados pela administração pública, há vários anos. “Temos registrado um elevado índice de atestados médicos, esse fato pode estar contribuindo para esses desfalques”, avalia, acrescentando que os atestados serão avaliados com mais critério pela Semusa.

Marcus Vinícius de Oliveira, adjunto da Semusa, diz que médicos serão recadastrados (Foto: Toni Francis/G1) Marcus Vinícius de Oliveira, adjunto da Semusa, diz que médicos serão recadastrados (Foto: Toni Francis/G1)

Marcus Vinícius de Oliveira, adjunto da Semusa, diz que médicos serão recadastrados (Foto: Toni Francis/G1)

Caso

A ausência de médico nas unidades de saúde de Porto Velho foi evidenciada nesta semana. Uma mulher de 53 anos morreu, por infarto fulminante, na Unidade de pronto atendimento José Adelino, na madrugada da última terça-feira (9).

A mulher estava muito mal e teve que ser atendida por técnicos de enfermagem porque não havia médico na unidade. “Quando chegamos, a porta do pronto atendimento estava fechada porque não havia médico. Os técnicos de enfermagem ainda fizeram o atendimento com apoio de um paramédico do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), que atendeu por telefone. Mas ela morreu”, narrou o funcionário público Gabriel da Costa, esposo dela.

Segundo o diretor da unidade, Marcelo Tenório, o médico que estava de plantão saiu uma hora antes do horário normal, por isso houve o desfalque. “Não foi a primeira vez que ele fez isso”, acrescentou. Marcelo Tenório diz que o médico saiu mais cedo, alegando que falta segurança na unidade de pronto atendimento. “O índice de furtos nessa unidade é muito alto, realmente falta segurança”, acrescentou.

Em nota à imprensa, o secretário Orlando Ramires disse que determinou a instauração de processo administrativo para apurar a responsabilidade do possível abandono de plantão médico ocorrido na Unidade José Adelino. O secretário se solidarizou com o sofrimento da família e reitera que as medidas necessárias já estão sendo tomadas para apurar a responsabilidade.

Marcelo Tenório, diretor do José Adelino, diz que médico saiu uma hora antes do horário regular, causando desfalque no atendimento (Foto: Toni Francis/G1) Marcelo Tenório, diretor do José Adelino, diz que médico saiu uma hora antes do horário regular, causando desfalque no atendimento (Foto: Toni Francis/G1)

Marcelo Tenório, diretor do José Adelino, diz que médico saiu uma hora antes do horário regular, causando desfalque no atendimento (Foto: Toni Francis/G1)

Medidas

Na nota, o titular da Semusa afirma que solicitou, em caráter de urgência, aos diretores de todas as unidades básicas de saúde, até a próxima segunda-feira (15), a apresentação da lista de todas as equipes de atendimento, com jornada de trabalho, escala de férias e plantões. O objetivo é a reorganização dos horários de atendimentos, diluindo a jornada de trabalho em turnos, ou até mesmo com atendimentos esporádicos aos sábados.

Já nas UPAs e Policlínicas Ana Adelaíde e José Adelino, para resolver os casos em que o profissional está escalado para o plantão e não comparece ao trabalho, apresentando atestado médico, os atestados serão analisados com mais rigor.

“Temos um caso em que um profissional apresentou o atestado quando deveria estar de plantão em uma policlínica, contudo, foi detectado pela nossa equipe que ele estava trabalhando em um Hospital, quando deveria prestar serviço ao município”, exemplificou Orlando Ramires.

Para resolver questões como essa, o secretário disse que a Semusa vai cruzar as folhas com a do estado e até mesmo da rede privada para saber os vínculos. “O recadastramento que estamos fazendo com todos os profissionais de nível superior vai possibilitar saber onde cada servidor trabalha e como tem cumprido a carga horária,” enfatizou.

Para fazer o recadastramento, o servidor deve preencher o formulário de atualização disponível no site da prefeitura, e apresentar junto com a cópia do último contracheque e o documento de identificação com foto, no gabinete da secretaria de saúde.

 

 

 

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