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Sem salários, funcionários da Santa Casa ameaçam fazer greve

 
Os funcionários da Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá ameaçam paralisar as atividades na próxima segunda-feira (15), caso não recebam os salários até esta sexta (12).

Os pagamentos dos salários referentes aos meses de novembro e dezembro de 2017 ainda não foram efetuados - apenas o décimo terceiro.

“Nós notificamos o hospital para que eles nos enviassem uma escala de pagamento. Caso isso não ocorra, não poderemos continuar trabalhando. Não dá para ficar dois meses sem pagar as contas”, disse o presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado de Mato Grosso (Sessamt), Sidney Pedroso.

O presidente da Santa Casa, Antônio Preza, explica que o atraso salarial é decorrente da falta de repasses por parte do Governo do Estado.

O passivo é de aproximadamente R$ 7 milhões, conforme Preza. Estes valores são referentes aos serviços de UTIs e outros.

Ele explica que, por mês, deveriam ser repassados aproximadamente R$ 700 mil do Estado para a Prefeitura de Cuiabá, que compra os serviços de UTI da unidade filantrópica. E esse dinheiro não está sendo repassado pelo Executivo estadual.

“Além do dinheiro das UTIs, nós temos também um programa de leitos de retaguarda. Estamos sem receber por este programa desde fevereiro. É um dinheiro que já gastamos, prestamos o serviço e não foi pago. Todos os filantrópicos estão com R$ 2,1 milhões em atraso nos repasses. Mas nós temos mais os R$ 4 milhões desse programa”, disse o presidente. Ele explica que, além dos funcionários, os fornecedores também estão sem receber.

Os hospitais filantrópicos do Estado ainda cobram o repasse da emenda da bancada federal aprovada no Congresso, de R$ 156 milhões, para a Saúde de Mato Grosso.

Deste montante, R$ 33 milhões deverão ser destinados aos passivos dos filantrópicos. No entanto, a Secretaria de Saúde afirma que o Ministério da Saúde não liberou a verba.

Nota de repúdio

Na tarde desta quinta-feira (11), a Federação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos de Mato Grosso (FehosMT) pediu esclarecimentos ao secretário de Saúde, Luiz Soares, sobre o recursos das emendas da bancada federal.

“Durante a entrevista [ao Programa Resumo do Dia], em nenhum momento o secretário citou o recurso no montante de R$ 33 milhões que seriam destinados aos hospitais filantrópicos, conforme o acordo realizado entre a bancada federal e o governador do Estado, em almoço promovido pelo governador, na presença do deputado Nilson Leitão e dos deputados estaduais Dilceu Dal Bosco, Romualdo Júnior, secretário da Casa Civil Deputado Max Russi e dirigentes dos hospitais filantrópicos. Confiamos no acordado entre a bancada federal, governo do Estado e representantes das filantrópicas”, disse a nota.

A crise

As dificuldades financeiras são relatadas desde 2015. Em agosto de 2017, unidades de saúde filantrópicas suspenderam alguns serviços de alta e média complexidade, em razão de não terem recebido repasses para que pudessem se manter em funcionamento.


Midia News

 

 

 

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