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Fornecedora de lingerie da rainha Elizabeth II perde ordem real após revelações

Palácio de Buckingham não gostou de livro em que diretora da companhia fala sobre sessões de prova de sutiãs da rainha. Fundada em 1939, Rigby Peller era fornecedora da Família Real desde 1960.

 
 -  A rainha Elizabeth II durante a reinauguração da Sir Joseph Hotung Gallery of China and South Asia no British Museum, em 8 de novembro de 2017  Foto:
A rainha Elizabeth II durante a reinauguração da Sir Joseph Hotung Gallery of China and South Asia no British Museum, em 8 de novembro de 2017 Foto:

A fabricante de lingeries de luxo Rigby & Peller perdeu sua ordem real de fornecedora oficial da rainha Elizabeth II depois que uma ex-funcionária revelou detalhes em um livro sobre as sessões de prova de sutiã da monarca.

Um porta-voz da Royal Warrant Holders Association, que atribui esta ordem, confirmou a informação à AFP, mas não quis dar detalhes sobre os motivos desta decisão.

Segundo a BBC, a retirada da ordem real ocorre depois da publicação de um livro chamado "Storm in a D-Cup" no ano passado por June Kenton, de 82 anos, que se encarregava das sessões de prova de sutiã da rainha.

Kenton, que ainda faz parte da diretoria da companhia, afirmou que não havia nada em sua memória que pudesse ter ofendido a realeza. Descreve sua primeira sessão de prova de sutiãs na década de 1980 com uma rainha Elizabeth seminua e revela uma piada pessoal narrada pela rainha mãe.

Também detalha que a princesa Diana ia provar os sutiãs e levava pôsteres de modelos de lingerie para seus filhos adolescentes, William e Harry.

O Palácio de Buckingham anunciou há seis meses que "não havia gostado do livro" e tinha a intenção de retirar a ordem real da Rigby & Peller, explicou Kenton a BBC.

"Estou muito triste pelo palácio ter desaprovado a história, simplesmente é a história da minha vida". "É incrível. É tão triste, ao final da minha vida, mas não posso lutar contra o Palácio de Buckingham e nem quero", acrescentou.

Rigby & Peller, fundada em 1939 e fornecedora da Família Real desde 1960, disse que estava "profundamente penalizada" com a decisão, em um comunicado enviado à AFP.

A ordem real, atribuída em nome da rainha, de seu marido e de seu filho, o príncipe Charles, só pode ser obtida se uma empresa fornece bens ou serviços regularmente durante cinco anos. "Uma ordem real pode ser cancelada a qualquer momento por várias razões", afirmou o porta-voz do Royal Warrant Holders Association.

Atualmente, 800 empresas podem colocar o escudo real em seus produtos e em cartões de visita, um importante argumento de marketing, tanto no Reino Unido como no exterior.

 

 

 

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