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Suposto fiscal é preso por cobrar propina e exigir votos em Cuiabá

 
Um homem foi preso após se passar por fiscal do município de Cuiabá e oferecer uma autorização para um casal de ambulantes. Ele cobrou R$ 750 e também disse que precisaria da comerciante para votar em um candidato que supostamente terá seu apoio nas eleições deste ano.

De acordo com a comerciante, em entrevista a TV Centro América, o homem se apresentou como coordenador dos fiscais da Prefeitura de Cuiabá e entregou um formulário. Ela também apontou que o homem pediu seu título de eleitor. “Ele chegou e se apresentou pelo nome de André, dizendo que era coordenador dos fiscais há seis anos. Entregou um formulário da prefeitura e fiz o pagamento de R$ 750 para ele. Pediu meu título de eleitor, dizendo que eu não conseguiria a autorização para trabalhar se não tivesse e disse que ia precisar de mim e da minha família, relatando que tem o candidato dele, e que esse candidato estava dando estas autorizações para o pessoal trabalhar”, relatou.

Em uma ligação gravada pela comerciante, o suposto fiscal falava sobre um candidato dele para as próximas eleições. “Vou precisar de você, este ano, sua família, seu marido, porque sabe que tem meu candidato, né”, diz o homem.

O suposto fiscal foi identificado como Joaquim André Soares Neto. Ele foi preso por estelionato.

A prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria de Trabalho, informou que os fiscais trabalham identificados e não cobram taxas dos comerciantes. "Os agentes quando vão no comércio, nas empresa, vai credenciado, com carro oficial. Se não tiver uniforme, é preciso que o comerciante peça a identidade funcional", disse o secretário-adjunto de Fiscalização, Benedito Alfredo Granja.

Apesar de estar fora do período eleitoral, o TRE orienta que qualquer indício de coação eleitoral seja denunciada para averiguação. "Qualquer tipo de situação que o eleitor entende como sendo irregular, que tire qualquer tipo de liberdade ou autonomia em relação ao direito ao voto seja denunciada a Justiça Eleitoral", disse o diretor-geral em exercício do TRE, Valdir Nascimento Milomen.


folha max

 

 

 

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