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Concurso para eleger Rainha e Princesas do carnaval de Juiz de Fora é cancelado pela Liga das Escolas de Samba

Anúncio foi divulgado pela Liesjuf nesta quinta-feira 7 ; G1 entrou em contato com a Funalfa e aguarda retorno.

 
 -  Deyse Alves  esq , Gracyele Rocha e Bianca Cardoso  dir  formaram a Corte da Folia 2017 ao lado do Rei Momo Eduardo Rodrigues dos Santos  Foto: Rober
Deyse Alves esq , Gracyele Rocha e Bianca Cardoso dir formaram a Corte da Folia 2017 ao lado do Rei Momo Eduardo Rodrigues dos Santos Foto: Rober

A Liga das Escolas de Samba de Juiz de Fora (Liesjuf) comunicou o cancelamento do concurso que iria eleger as Rainha e Princesas do carnaval de 2018 da cidade. O anúncio foi feito na tarde desta quinta-feira (7), no perfil oficial da instituição em uma rede social.

O G1 entrou em contato com a Fundação Alfredo Ferreira Lage (Funalfa), setor da Prefeitura de Juiz de Fora responsável pela gestão de recursos da cultura, e aguarda retorno.

Com o cancelamento, as escolas foram dispensadas de participarem do evento e de promoverem as 13 candidatas que foram indicadas como representantes, que tiveram as inscrições canceladas.

De acordo com o texto da Liesjuf, a decisão foi aprovada em reunião plenária pelos presidentes as agremiações realizadas nesta quarta-feira (6).

"Esperamos que, em 2019, a Funalfa e o setor privado possam apoiar a cultura do carnaval e das escolas de samba, de forma efetiva, com um diálogo mais contundente e que atenda às expectativas das associadas e da comunidade do samba", diz a nota oficial, que foi assinada pelos presidentes, exceto da Feliz Lembrança que não enviou representante ao encontro, e pela diretoria da Liga.

O Diretor de Eventos da Liesjuf, José Adriano da Silva, destacou em entrevista ao G1 que o concurso foi afetado pela indefinição envolvendo o carnaval e cobra um posicionamento da Funalfa.

"Até agora, a Funalfa não se pronunciou sobre se teremos carnaval. Já estamos em dezembro, se a Liga não tivesse cancelado os desfiles, não teríamos tempo hábil de preparar as apresentações. Tínhamos um projeto de fazer o concurso com shows e uma infraestrutura no Parque de Exposições, que não foi viável já que não haverá competição entre as escolas. A Funalfa ofereceu R$ 10 mil para a festa da Rainha. Nos anos anteriores, com o lucro, a Liga paga os gastos e rateia entre as escolas o restante. Neste ano, a Funalfa queria que o lucro ficasse retido aguardando para fazer um show em abril, como forma de promover as escolas", explicou.

A proposta foi apresentada aos presidentes na plenária desta quarta e recusada. "As agremiações investem entre R$ 1.500 e R$ 2 mil para que as candidatas participem do concurso. A gente se sente traído pela Funalfa, porque nunca Juiz de Fora deixou de realizar o concurso. Houve eleição da Rainha e das Princesas mesmo sem ter carnaval competitivo", afirmou José Adriano da Silva.

De acordo com o Diretor de Eventos da Liga, a rainha Gracyele Rocha, as princesas Deyse Alves e Bianca Cardoso que formaram a Corte da Folia 2017 ao lado do Rei Momo Eduardo Rodrigues dos Santos poderiam ser mantidos para 2018. "No entanto, isso ainda precisa ser conversado entre os integrantes da Corte, a Liga das Escolas de Samba e a Funalfa", ressaltou.

Impasse envolve repasse de recursos

Este é mais um capítulo da crise na realização do carnaval 2018 na cidade. Em outubro, a Liga anunciou o cancelamento dos desfiles competitivos do próximo ano, por causa da falta de recursos. O documento, assinado pelo presidente da Liesjuf, Marcos Tadeu Soares, declarou como irrevogável a decisão de cancelar os desfiles.

Essa não é a primeira vez que a falta de verba afeta os desfiles em Juiz de Fora. Em 2016, a competição também foi cancelada depois que a Funalfa anunciou um corte de mais de 50% no orçamento das agremiações. Na época, o repasse para a liga caiu de R$ 2 milhões para R$ 900 mil, valor considerado inviável. Em 2017, a situação foi normalizada.

O assunto será debatido em audiência pública na próxima terça-feira (12) na Câmara Municipal. Para a segunda audiência do mês, requerida pelo vereador Castelar (PT), foram convidados os presidentes das escolas de samba, assim como o presidente da Liesjuf, o superintendente da Funalfa e secretários da Prefeitura.

'Chora palhaço que vida não é de brincadeira', diz o samba de Gilson Campos e Geraldo de Souza que deu a vitória à Real Grandeza em 2017 (Foto: Roberta Oliveira/G1) 'Chora palhaço que vida não é de brincadeira', diz o samba de Gilson Campos e Geraldo de Souza que deu a vitória à Real Grandeza em 2017 (Foto: Roberta Oliveira/G1)

'Chora palhaço que vida não é de brincadeira', diz o samba de Gilson Campos e Geraldo de Souza que deu a vitória à Real Grandeza em 2017 (Foto: Roberta Oliveira/G1)

 

 

 

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