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Hamas convoca nova intifada após anúncio de Trump sobre Jerusalém; Cisjordânia já registra confrontos

 
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O Hamas, movimento islâmico com atuação política e um braço armado, convocou uma nova intifada nesta quinta-feira (7), um dia depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reconhecer Jerusalém como capital de Israel. A intifada é o termo utilizado para fazer referência à revolta palestina contra a política de expansão do governo de Israel.

"Devemos convocar e devemos trabalhar no lançamento de uma intifada diante do inimigo sionista", disse o líder do Hamas, Ismail Haniyeh, em discurso em Gaza. Vários grupos palestinos também convocaram uma greve geral em protesto.

Após o apelo do Hamas, confrontos de manifestantes contra tropas israelenses são registrados em Ramalah (onde fica a sede da Autoridade Palestina) e Belém, também situada na Cisjordânia ocupada. O exército israelense anunciou, por sua vez, o reforço da segurança na Cisjordânia. Também há protestos em Jerusalém.

De acordo com a agência Reuters, um aplicativo israelense de celular notificou sobre o lançamento de foguetes em vários locais de Israel perto da Faixa de Gaza, mas até o momento não há a confirmação de que tenha atingido alvos.

O jornal israelense "Haaretz" recebeu do Crescente Vermelho a informação de que cinco palestinos ficaram feridos num ponto de controle em Al-Birah, perto de Ramallah.

Outros dois palestinos se feriram nas localidades de Qalqilyah e Tul Karm. Em Gaza, um palestino ficou seriamente ferido, de acordo com o Ministério da Saúde palestino. A CNN afirma que 43 pessoas se feriram nos tumultos.

Apesar dos diversos apelos da comunidade internacional para que o presidente dos EUA não tomasse a decisão, Trump anunciou na quarta-feira (6) o reconhecimento de Jerusalém como capital israelense e pediu ao Departamento de Estado que inicie o processo de transferir para lá a embaixada americana, atualmente instalada em Tel Aviv.

A decisão de Trump é polêmica porque os palestinos defendem que Jerusalém Oriental seja a capital de seu futuro Estado, e a comunidade internacional não reconhece a reivindicação israelense sobre a cidade como um todo. 
Entenda.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse na quarta-feira que o reconhecimento marca "um dia histórico" e "um importante passo para a paz". Netanyahu, uma das poucas autoridades políticas a saudar a decisão americana, afirmou que outros países já demonstraram o interesse de seguir a iniciativa americana.

Temendo revoltas após o anúncio de Trump, porém, o governo de Israel já implementou reforços militares na Cisjordânia.

Em seu discurso, feito na Casa Branca, Trump afirmou que a decisão marca “o começo de uma nova abordagem no conflito entre Israel e palestinos".

"Hoje, finalmente, reconhecemos o óbvio: que Jerusalém é a capital de Israel", disse Donald Trump.

"Isso é nada mais nada menos do que o reconhecimento da realidade. Também é a coisa certa a fazer. É algo que tem que ser feito. Com o anúncio, reafirmo o comprometimento da minha administração com um futuro de paz", continuou o presidente dos EUA.

História do Hamas e as intifadas

O Hamas é a sigla em árabe para Movimento de Resistência Islâmica. O grupo
, que é o maior entre os islâmicos militantes palestinos, defende a criação de um único Estado palestino que ocuparia a área onde atualmente estão Israel, a Faixa de Gaza e a Cisjordânia.

A agremiação surgiu após o início da primeira intifada contra a ocupação israelense da Cisjordânia e da Faixa de Gaza, em 1987. Na ocasião, crianças que jogavam pedras nos tanques foram mortas por Israel, provocando a indignação da comunidade internacional.

segunda intifada começou em 29 de setembro de 2000 e durou quatro anos. Os conflitos deixaram milhares de mortos dos dois lados.

Em 2006, o Hamas venceu as eleições parlamentares palestinas, o que provocou um racha com o grupo Fatah (fundado pelo líder palestino Yasser Arafat) dentro da Autoridade Nacional Palestina.

A divisão fez com que o Hamas passasse a controlar a Faixa de Gaza, a partir de 2007, e o Fatah ficasse com o comando da Cisjordânia (atualmente liderada por Mahmoud Abbas).

Israel considera o Hamas um grupo terrorista. Eles não dialogam.

Repercussão

Oito países pediram uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU. A presidência japonesa do Conselho informou à agência France Presse que a reunião será realizada na manhã de sexta-feira (7).

António Guterres, secretário geral da ONU, afirmou que “não há alternativa à solução com dois Estados, não há plano B”, pela qual o órgão irá continuar trabalhando, segundo a Reuters.

O presidente dos EUA recebeu 
ampla condenação de líderes políticos muçulmanos. Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Palestina, que governa a Cisjordânia, afirmou que Trump viola "todas as resoluções e acordos internacionais" com a decisão.

O Kremlin, por sua vez, disse que o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel está levando a um "racha" na comunidade internacional.

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, considerou que reconhecer Jerusalém como capital de Israel "coloca o mundo, e especialmente a região [o Oriente Médio], em um círculo de fogo", declarou - a Turquia é um importante aliado militar dos americanos.

Um comunicado do Palácio Real da Arábia Saudita, outro aliado dos EUA, chamou a decisão de "irresponsável".

Na Europa, os líderes da França, Reino Unido e Alemanha, entre outros, condenaram a mudança da embaixada. Emmanuel Macron chamou o anúncio de "lamentável", enquanto Theresa May disse que o episódio é "pouco útil" para uma solução pacífica. Angela Merkel sublinhou que Berlim "não apoia essa atitude".


G1

 

 

 

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