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Samu presta contas no Centro-Oeste de MG e conclui: serão necessários R$ 36 mi para 2018

Dados foram divulgados durante um balanço dos seis meses. Secretário executivo fala de débito do Estado; G1 aguarda posicionamento da SES.

 
 -  Balanço sobre atendimento do Samu foi apresentado em Divinópolis  Foto: TV Integração/Reprodução
Balanço sobre atendimento do Samu foi apresentado em Divinópolis Foto: TV Integração/Reprodução

Em uma prestação de contas, realizada na manhã desta quinta-feira (7), em Divinópolis, o Consórcio Intermunicipal de Saúde da Região Ampliada Oeste para Gerenciamento dos Serviços de Urgência e Emergência (CIS-URG), apresentou os trabalhos de seis meses do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Foram apontados atrasos no repasse de verbas por parte do governo de Minas e os custos para manter o serviço em funcionamento em 2018.

O G1 entrou em contato com a SES e aguarda retorno.

Nestes seis primeiros meses de funcionamento, o Samu atendeu 117 mil ocorrências em 54 municípios do Centro-Oeste Mineiro. Na assembleia para a prestação de contas surgiu o alerta de que o orçamento do serviço já está no vermelho.

Segundo o secretário executivo e diretor do Samu, José Márcio Zanardi, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) não repassou duas parcelas, que somadas ultrapassam R$ 4 milhões.

“Temos tido problemas financeiros com atrasos por parte do governo do estado em parcelas para a gente gerenciar e administrar o serviço. Mas temos conseguido conduzir o processo de forma correta, não tem salários atrasados, inclusive hoje estamos pagando a segunda parcela do 13º dos nossos colaboradores e as contas com os fornecedores em dia”, ressaltou.

O orçamento para 2018 também gera preocupação, mas soluções estão sendo buscadas. Para o Samu continuar atendendo no ano que vem, o Consórcio precisa receber cerca de R$ 36 milhões.

“Os municípios repassam cerca de R$ 510 mil por mês ou seja R$ 0,40 per capta e o restante mensal, de cerca de R$ 2,5 milhões, vem do governo do Estado através de contrato, mas o estado pode ser desonerado a qualquer momento, uma vez que estamos habilitando o consócio junto ao governo federal, diminuindo o repasse do estado para cerca de R$ 1 milhão”, explicou Zanardi.

A queda na arrecadação dos impostos, tem muitos prefeitos readequando as contas públicas para manter o serviço. “Melhorou muito o atendimento da urgência na cidade. Estamos trabalhando com muita economia para manter os serviços básicos e o serviço do CIS-URG será mantido”, disse o prefeito de Bambuí, Olívio José Teixeira.

Atualmente o Samu tem 390 funcionários. A intenção é em janeiro preencher mais 21 vagas. Está previsto também para 2018 um concurso público para dar estabilidade aos trabalhadores.

 

 

 

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