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Juiz pede prisão de Cristina Kirchner sob acusação de acobertar suspeitos de terrorismo; Senado vai analisar

Magistrado pediu que a ex-presidente, que atualmente é senadora, perca o foro privilegiado. Segundo imprensa local, é improvável que caso avance no curto prazo.

 
 -  Cristina Kirchner toma posse como senadora no Congresso da Argentina, em imagem de arquivo  Foto: Gabriel Cano/Senado da Argentina/AFP
Cristina Kirchner toma posse como senadora no Congresso da Argentina, em imagem de arquivo Foto: Gabriel Cano/Senado da Argentina/AFP

Um juiz federal pediu a prisão preventiva da ex-presidente argentina Cristina Kirchner sob acusação de acobertar criminosos iranianos envolvidos no atentado contra a Associação Mutual Israelita Argentina (Amia). O caso será analisado pelo Senado, já que Cristina tem foro privilegiado por atualmente ser senadora.

O magistrado Claudio Bonadio pediu que a senadora perca o foro para ser detida, segundo informou nesta quinta-feira (7) o jornal “Clarín”.

Cristina Kirchner nega as acusações e diz que o governo de Mauricio Macri usa o Poder Judiciário para perseguir opositores.

Por ordens emitidas pelo juiz Bonadio, foram presos nesta quita-feira antigos aliados de Kirchner. Carlos Zannini, secretário Legal e Técnico de Cristina, e o líder sindical Luis D'Elía, além de Jorge "Yussuf" Khalil, representante da comunidade muçulmana da Argentina, foram detidos por envolvimento suspeita de interferir nas investigações sobre o atentado, que deixou 85 mortos em 1994.

Avanço lento

O caso de Cristina Kirchner agora será analisado pelo Senado, mas segundo a imprensa argentina, é improvável que a tramitação avance com rapidez.

De acordo com o "Clarín", o regimento interno do Senado argentino, bem como o fato de a casa estar em recesso, pode fazer com que o pedido de perda do foro seja votado em uma questão de meses.

Além disso, a perda do foro teria de ser aprovada por dois terços dos senadores - como a bancada peronista conta com mais de um terço dos assentos da casa, a expectativa é de que o pedido do juiz Bonadio não passe.

O caso Amia e as investigações

O promotor Alberto Nisman denunciou em 2015, dias antes de ser encontrado morto, que a ex-presidente montou um esquema criminal para acobertar os supostos responsáveis pelo atentado a fim de melhorar a relação comercial com o Irã.

Nisman afirmava que um memorando assinado entre a Argentina e o Irã, em 2013, buscava na realidade acobertar, entre outros, o ex-presidente iraniano Ali Akbar Rafsanjani.

O atentado ocorreu em julho de 1994, na sede da Amia, no centro de Buenos Aires. Um braço palestino do grupo libanês Hezbollah, chamado Ansar Allah, reivindicou o ataque. A milícia libanesa é aliada do governo iraniano, ambos xiitas.

 

 

 

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