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Prefeito de Bom Despacho é ouvido em mais uma audiência da CPI contra a Copasa em Divinópolis

Fernando Cabral PPS foi convidado para falar de experiência com a concessionária na cidade e a decisão de não renovar contrato em 2018.

 
 -  Qualidade da água fornecida pela Copasa em Divinópolis é investigada em CPI da Câmara de Divinópolis  Foto: Arquivo pessoal/ Joana Machado
Qualidade da água fornecida pela Copasa em Divinópolis é investigada em CPI da Câmara de Divinópolis Foto: Arquivo pessoal/ Joana Machado

Integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a prestação de serviços e o cumprimento do contrato da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) em Divinópolis voltaram a se reunir na tarde desta quarta-feira (6) na Câmara de Divinópolis.

Dessa vez, o prefeito de Bom Despacho, Fernando Cabral (PPS), participou da audiência como convidado para falar sobre a experiência da cidade, que decidiu não renovar o contrato com a concessionária devido a problemas de abastecimento.

Bom Despacho

Em setembro deste ano, Cabral nomeou por decreto um interventor na unidade local da Copasa depois que o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) ajuizou Ação Civil Pública pedindo que a concessionária fosse condenada a pagar R$ 10 milhões em danos morais coletivos por descumprir o contrato de concessão.

Para o órgão, a empresa contribuiu com a crise de desabastecimento no município. Desde agosto, os moradores da cidade enfrentavam um rodízio. Na época, a Prefeitura informou que algumas famílias chegaram a ficar duas semanas sem água em casa. Diante desse cenário, a administração municipal decidiu não renovar o contrato de concessão do serviço, que vence neste mês.

Crise hídrica enfrentada por Bom Despacho levou Prefeitura a desistir de renovar contrato com concessionária alvo de CPI em Divinópolis (Foto: Reprodução/TV Integração) Crise hídrica enfrentada por Bom Despacho levou Prefeitura a desistir de renovar contrato com concessionária alvo de CPI em Divinópolis (Foto: Reprodução/TV Integração)

Crise hídrica enfrentada por Bom Despacho levou Prefeitura a desistir de renovar contrato com concessionária alvo de CPI em Divinópolis (Foto: Reprodução/TV Integração)

Em Divinópolis, o prefeito de Bom Despacho respondeu algumas perguntas dos vereadores sobre os problemas de abastecimento enfrentados. De acordo com Cabral, a concessionária atuou durante 40 anos no município e não investiu o suficiente para que o serviço acompanhasse o desenvolvimento da cidade.

A CPI da Copasa foi aberta no dia 14 de setembro e é composta pelos vereadores Ademir Silva (PSD), Cleiton Azevedo (PPS), Sargento Elton (PEN), Zé Luiz da Farmácia (PMN) e Roger Viegas (PROS).

Desde outubro, vereadores ouvem diversos órgãos sobre atuação da Copasa em Divinópolis (Foto: Ascom/Câmara de Divinópolis) Desde outubro, vereadores ouvem diversos órgãos sobre atuação da Copasa em Divinópolis (Foto: Ascom/Câmara de Divinópolis)

Desde outubro, vereadores ouvem diversos órgãos sobre atuação da Copasa em Divinópolis (Foto: Ascom/Câmara de Divinópolis)

Nascente do Bela Vista

Nesta semana, a CPI também colheu o depoimento dos representantes da Associação Nascentes do Bela Vista (ANBV) para discutir os impactos ambientais da atuação da empresa em Divinópolis. A reunião aconteceu na última segunda-feira (4).

"Esta CPI já apontou aqui anteriormente que a Copasa não tem os licenciamentos ambientais devidos para o fornecimento e abastecimento de água no município”, disse o consultor jurídico da associação, Cleiton Assis.

O presidente da associação, Darli Salvador, observou que a qualidade da água é questionável e que a população não tem conhecimento sobre o risco desse consumo para a saúde.

Segundo Associação Nascentes do Bela Vista, moradores desconhecem qualidade da água fornecida em Divinópolis (Foto: Reprodução/TV Integração) Segundo Associação Nascentes do Bela Vista, moradores desconhecem qualidade da água fornecida em Divinópolis (Foto: Reprodução/TV Integração)

Segundo Associação Nascentes do Bela Vista, moradores desconhecem qualidade da água fornecida em Divinópolis (Foto: Reprodução/TV Integração)

Em reunião anterior, quando moradores foram ouvidos, o superintendente de operação da Copasa, João Martins de Rezende, refutou críticas como essa e disse que a concessionária procura atender as demandas da população.

"À medida que as reclamações chegam para a Copasa, tratamos caso a caso. Logicamente que existem reclamações de forma genérica, em que, às vezes, ficamos com dificuldade de atuação. Mas o objetivo em ouvir a população é colher esses relatos e identificar possíveis problemas que possam estar ocorrendo e tratar", declarou Rezende.

CPI

A CPI foi aberta no dia 9 de outubro. Os primeiros depoimentos recebidos pela comissão foram da Superintendência Regional de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Supram) e do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam).

Na segunda oitiva, realizada no dia 30 de outubro, foram ouvidos o deputado estadual Fabiano Tolentino (PPS) e o presidente da Associação de Defesa e Direitos do Consumidor, Eduardo Augusto.

No dia 20 de novembro, a CPI ouviu os representantes da Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e Esgotamento Sanitário do Estado de Minas Gerais (Arsae).

No dia 24 de novembro, foi a vez da população ser ouvida na CPI. Os parlamentares colheram depoimentos e laudos de saúde de moradores que afirmam terem sido prejudicados pela Copasa.

 

 

 

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