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Marinheiro Solitário: conheça o idoso que mora há 10 anos em uma parada de ônibus em Belém

 
 -   Foto: Reprodução
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Chinelo de dedo, calção e tronco nu, prato, escova e alguns baldes que servem como “dispensa” para guardar o pouco de bens materiais que lhe restam. Para os mais apressados e distraídos que passam pelo ponto de ônibus da avenida Generalíssimo – entre Boaventura da Silva e Domingos Marreiros – este personagem pode até parecer invisível, mas dentro de si carrega uma existência profunda, própria de quem mora há uma década numa parada de ônibus no coração da capital paraense.

Para quem pergunta o nome ele não esconde: Satírio, 72 anos, mais conhecido como "Marajó". Os vizinhos e trabalhadores das proximidades já o conhecem e o respeitam, e não é para menos. Mesmo com a condição precária, o idoso levanta diariamente as 4h da madrugada. Com seu olhar triste, vai a pés até o mercado do Ver-o-Peso, onde faz um “bico” como carregador e volta somente as 10h da manhã. A renda lhe garante algum sustento, mas não o suficiente.

“Ele não fala com muita gente mas todos o conhecem na área. Eu o encontrei e ele só falou comigo porque conhecia meus familiares. Vários familiares e amigos já tentaram o tirar de lá, mas ele não quer”, conta Bernadete Tavares, que o avistou quando estava de passagem pelo local e decidiu conversar com Satírio.

MARINHEIRO DO MISTÉRIO

Para quem sente confiança, o senhor Satírio conta parte de suas aventuras e de onde veio, Ponta de Pedras, no Marajó; mas um mistério ele não revela: o motivo pelo qual saiu de casa. "Marajó" apenas limita-se a dizer que foi uma “decepção familiar”. Ele conta que trabalhou durante boa parte da vida como tripulante de um barco, e que viajou muitas vezes rumo ao Oiapoque, onde viveu grandes aventuras. Na embarcação foi onde ganhou o apelido que dura até hoje.

Satírio é querido e conhecido por muitas pessoas. Durante o período que está em “casa”, vários moradores param para cumprimentá-lo. Até mesmo veículos param na avenida para falar com o homem, que apesar de não revelar suas mágoas e negar qualquer tipo de ajuda, seja da família ou do Estado, continua mantendo o brilho no olhar septuagenário.

PESSOAS EM CONDIÇÃO DE RUA EM BELÉM

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