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Resgate de corpos de vítimas do rebocador alivia angústia de parentes, no Pará

A embarcação foi içada do rio Amazonas quatro meses após o acidente. Cinco corpos foram resgatados na terça-feira 5 . Rebocador afundou depois de bater com navio perto de Óbidos e deixou 9 desaparecidos.

 
 -  Empurrador CXX foi colocado em cima de uma balsa para os trabalhos de perícia  Foto: Débora Rodrigues/TV Tapajós
Empurrador CXX foi colocado em cima de uma balsa para os trabalhos de perícia Foto: Débora Rodrigues/TV Tapajós

Uma espera que parecia interminável começou a chegar ao fim na terça-feira (5) para os familiares dos nove desaparecidos no acidente entre o rebocador da Bertolini e o navio da Mercosul Line, perto de Óbidos, no oeste do Pará. A embarcação foi içada do rio Amazonas na manhã de terça-feira (5), onde os primeiros corpos foram encontrados e começaram a ser retirados para a identificação. Para os familiares, o resgate de corpos alivia a angústia de meses.

Empurrador CXX foi colocado em cima de uma balsa para os trabalhos de perícia  (Foto: Débora Rodrigues/TV Tapajós) Empurrador CXX foi colocado em cima de uma balsa para os trabalhos de perícia  (Foto: Débora Rodrigues/TV Tapajós)

Empurrador CXX foi colocado em cima de uma balsa para os trabalhos de perícia (Foto: Débora Rodrigues/TV Tapajós)

Foram mais de quatro meses sem saber se parentes estavam vivos ou se ficaram presos dentro da embarcação após o acidente. A cada dia que passava, o sentimento da perda maltratava pais, irmãos, filhos, companheiras e amigos. O maior medo dos familiares era de não poder fazer a última despedida àqueles que se foram sem dizer adeus.

Gilmar dos Santos Brito, irmão de Juraci dos Santos Brito, que trabalhava como cozinheiro no rebocador, lamenta a tragédia. “Essa luta não foi fácil para nós, e hoje estamos vendo o rebocador. Para as famílias é um alívio muito grande, porque, de uma forma ou de outra, isso consola um pouco cada um. Seja com vida ou não, pelo menos estamos vendo o realmente aconteceu. Temos sim a tristeza no peito, mas o alívio é que faremos o sepultamento digno de cada um”, disse emocionado.

O içamento do rebocador foi o ponto final da dolorosa história que abalou nove famílias. Mas, segundo Gilmar, depois da identificação dos corpos e sepultamento, se iniciará uma nova história. “Essa nova parte caberá à justiça condenar quem quer que seja culpado por isso”, ressaltou.

Desde o início da operação de regaste os familiares acompanharam o passo-a-passo da execução do plano. Não havia mau tempo que os afastassem das margens do rio Amazonas. Muitos chegaram a acampar próximo ao local onde a embarcação foi levada e contaram com a ajuda de ribeirinhos, que desde o princípio viram a luta das famílias em buscas de respostas.

Resgate dos cinco corpos

Com cabos devidamente reposicionados, embarcação em um local mais seguro e colocação de uma rede de proteção, o rebocador começou a ser içado por uma espécie de guindaste por volta de 8h30 de terça-feira. O trabalho foi lento e exigiu cautela. A execução do plano iniciou em 14 de novembro, dia que os equipamentos da empresa holandesa Smit chegou a Óbidos.

Naufrágio de rebocador no Pará (Foto: Arte/G1) Naufrágio de rebocador no Pará (Foto: Arte/G1)

Naufrágio de rebocador no Pará (Foto: Arte/G1)

 

 

 

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