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Falta de saneamento na capital paraense está entre as maiores reclamações da população

A realidade é que onde não tem saneamento básico, até mesmo sem chuva os transtornos aparecem.

 

Belém ficou entre as dez piores capitais brasileiras quando o assunto é saneamento básico, os dados são do Instituto Trata Brasil. Belém tem apenas 6% do esgoto coletado e tratado. O último levantamento do PNAD, pesquisa nacional por amostra de domicilio do IBGE, revela que em Belém, apenas 657 mil residências possuem alguma forma de esgotamento e menos da metade, 38, 75% tem acesso a rede coletora, diretamente ou através de fossa séptica, ou seja, 403 mil residências despejam esgoto de forma irregular nos rios.

Na passagem Boa Ventura, no bairro do Parque Verde, os moradores pedem pela pavimentação, mas a comunidade não quer só isso. No local faltam esgoto e canalização adequada. Com a aproximação das chuvas, uma vala precisou ser aberta pelos próprios moradores, mas não é o suficiente para evitar os alagamentos no período chuvoso.

“A gente paga uma pessoa pra capinar, pagamos os vizinhos pra poder abrir a vala, a gente faz toda a manutenção na rua enquanto isso nós continuamos pagando iptu”, reclama Ruth Damasceno, costureira.

A realidade é que onde não tem saneamento básico, até mesmo sem chuva os transtornos aparecem. No trecho da rua Roso Danin, no bairro de Canudos, o esgoto entupiu e formou um lago de sujeira que não seca de jeito nenhum. Todos transitam por cima de um fedor insuportável.

Os moradores lembram que a obra de macrodrenagem da bacia do Tucunduba beneficiaria o local, mas há anos espera que os trabalhos cheguem aqui. A capital paraense é cortada por canais e muitos ainda se encontram em péssimas condições sem ser integrados a um projeto de saneamento com construção de redes de esgoto e tratamento de água.

Um especialista afirma que os números representam um atraso vergonhoso e que o fato de essa realidade ser tão presente na própria capital, prova a falta de prioridade do poder público na questão do saneamento básico.

“Repercussão disso no meio ambiente nós estamos comprometendo o nosso solo, as águas do rio Guamá onde inclusive se faz a capitação de água e nós estamos comprometendo bastante a nossa Bahia do Guajará”, explica Luiz Otávio Mota, Engenheiro Sanitarista.

Envie vídeos, fotos e sugestões de pauta para a redação do G1 Pará no (91) 98814-3326

 

 

 

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