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Pirarucu e acari entram em período do defeso; outras espécies são opções para o consumidor santareno

Objetivo da proibição é garantir a reprodução das espécies. Outros oito tipos de peixe já estão proibidos desde 15 de novembro.

 
 -  Acari na Feira do Pescado em Santarém  Foto: Fábio Cadete/G1
Acari na Feira do Pescado em Santarém Foto: Fábio Cadete/G1

Acari e pirarucu se juntam nesta sexta-feira (01) às oito espécies de peixes que já estão proibidas para pesca e comercialização na região oeste do Pará. Na Feira do Pescado, em Santarém, outros pescados são opções para quem quer continuar a saborear pratos à base de peixe.

O surubim, a pescada, o tucunaré são algumas das espécies que não estão em período de reprodução, podendo ser comercializados livremente. “Todo domingo é sagrado o pirarucu na mesa de casa. É o dia que todos estão reunidos, pois durante a semana há obrigações que empatam a reunião familiar. E como todos de casa amam o pirarucu definimos que é o dia da semana de saborear ele. Sabemos da importância do defeso, mas mesmo assim não deixamos de fazer a nossa refeição tradicional, pois há outras espécies tão saborosas quanto”, relatou a pedagoga Ana Paula Santos.

O coordenador da Feira do Pescado, Edivaldo Pinheiro explica que se houver declaração de estoque, que é a comprovação que o peixe foi criado em viveiro, a comercialização das espécies protegidas pelo defeso segue normalmente. “O preço do pescado nessa época se eleva, pois há uma diminuição na variação e na quantidade do produto. Reconhecemos a importância do defeso porque é nesse momento que as espécies se reproduzem, aumentando os estoques para um futuro breve”, frisou.

Feira do Pescado, em Santarém (Foto: Fábio Cadete/G1) Feira do Pescado, em Santarém (Foto: Fábio Cadete/G1)

Feira do Pescado, em Santarém (Foto: Fábio Cadete/G1)

O pescador da região já está mais consciente dessa importância, segundo o coordenador. “O defeso foi visto como barreira no primeiro momento, após a sua criação. Atualmente ainda acontecem problemas, mas a escala é bem menor. Por exemplo, hoje ainda temos comercialização que são dos pescadores de lugares mais distantes, mas a partir de amanhã estará totalmente proibido”, assegurou o coordenador.

Espécies no defeso

Outras oito espécies de peixes da bacia Amazônica, além do pirarucu e o acari, estão proibidas desde o dia 15 de novembro: pacu, jatuarana, pirapitinga, aracu, fura-calça, mapará, curimatá e branquinha. Três espécies possuem o defeso em período diferenciado. O tambaqui, que está protegido por lei desde o dia 1º de outubro, segue no defeso até 31 de dezembro.

A multa para quem for pego pescando, armazenando ou vendendo os peixes varia de R$700 a R$100 mil, mais o acréscimo de R$ 20 por quilo apreendido.

 

 

 

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