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'''Liga da Justiça''' aprende com erros de filmes da DC e entrega encontro de heróis bom, enxuto e irregular; G1 já viu

Após resultados medianos com crítica e público, editora conserta problemas maiores e entrega duas horas divertidas e sem complicações.

 
 -  Ray Fisher, Ben Affleck, Jason Momoa, Ezra Miller e Gal Gadot formam a  Liga da Justiça   Foto: Divulgação
Ray Fisher, Ben Affleck, Jason Momoa, Ezra Miller e Gal Gadot formam a Liga da Justiça Foto: Divulgação

2017 pode ficar marcado como o ano da redenção da DC – e de seu Universo Estendido (DCEU) – nos cinemas. Depois de três filmes iniciais problemáticos, “Mulher-Maravilha” e agora “Liga da Justiça”, que estreia nesta quarta-feira (15) no Brasil, mostram que a editora aprendeu com os erros cometidos e está acertando o barco. Assista ao vídeo acima.

Mais do que responder às expectativas dos fãs, que sempre quiseram ver os maiores personagens da DC juntos, o encontro da super-equipe entrega duas horas divertidas, sem complicações desnecessárias e com bom ritmo.

Ray Fisher, Ben Affleck, Jason Momoa, Ezra Miller e Gal Gadot formam a 'Liga da Justiça' (Foto: Divulgação) Ray Fisher, Ben Affleck, Jason Momoa, Ezra Miller e Gal Gadot formam a 'Liga da Justiça' (Foto: Divulgação)

Ray Fisher, Ben Affleck, Jason Momoa, Ezra Miller e Gal Gadot formam a 'Liga da Justiça' (Foto: Divulgação)

A trama é direta. O alienígena ameaçador – com nome não tão ameaçador assim – Lobo da Estepe (Ciarán Hinds) ataca as maiores civilizações da Terra em busca de artefatos tecnológicos poderosos para destruir o planeta.

Sem a presença do Superman (Henry Cavill), Batman (Ben Affleck) convoca a Mulher-Maravilha (Gal Gadot) para formar uma equipe de heróis capaz de lidar com a nova ameaça interplanetária, ao lado dos novatos Aquaman (Jason Momoa), Flash (Ezra Miller) e Ciborgue (Ray Fisher).

O público pode finalmente esquecer o trauma com “Batman vs. Superman: A origem da justiça” (2016), “Esquadrão Suicida” (2016) e, em menor escala, “O Homem de Aço” (2013). “Liga da Justiça” deixa de lado o tom sombrio e sisudo de seus antecessores, larga os enredos rocambolescos e perde os diálogos sofríveis para conseguir um resultado quase tão bom quanto a produção solo da amazona. Essas são as boas notícias.

Na Liga da Justiça, qual seu personagem favorito?

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As más notícias

O filme ainda tem problemas. Muitos deles. Mas é tanta coisa acontecendo que ele não tem nem tempo para errar demais. É preciso introduzir o vilão – alguém precisa urgente resolver o problema "exército de lacaios sem rosto que existem apenas para serem mortos aos milhares pela super-equipe" –, os três novos heróis, o reino de Atlântida, os artefatos, e ainda desenvolver um outro ponto gigantesco para a história.

Gal Gadot, Ben Affleck e Ezra Miller em cena de 'Liga da Justiça' (Foto: Divulgação) Gal Gadot, Ben Affleck e Ezra Miller em cena de 'Liga da Justiça' (Foto: Divulgação)

Gal Gadot, Ben Affleck e Ezra Miller em cena de 'Liga da Justiça' (Foto: Divulgação)

Tudo acontece meio aos trancos e barrancos, e pouca coisa é explicada de forma convincente, mas é tão acelerado que não há espaço para se preocupar muito.

Com isso, diversos fatores ficam rasos, e os principais afetados são os recrutas. Ironicamente, Ciborgue, o herói menos conhecido do público geral, é o novato mais importante à trama. Aquaman e Flash ficam praticamente relegados a alívios cômicos.

Momoa ainda tem mais momentos para brilhar e um personagem que é melhor aproveitado. A força bruta do atlante ajuda a compensar pela ausência do Homem de Aço, mesmo que suas habilidades aquáticas não apareçam tanto.

Jason Momoa ganha momentos para brilhar como o Aquaman em 'Liga da Justiça' (Foto: Divulgação) Jason Momoa ganha momentos para brilhar como o Aquaman em 'Liga da Justiça' (Foto: Divulgação)

Jason Momoa ganha momentos para brilhar como o Aquaman em 'Liga da Justiça' (Foto: Divulgação)

Já Miller sofre com um roteiro que não entrega uma única sequência verdadeiramente heróica. Pelo contrário, talvez com medo de acusações de plágio das cenas de Mercúrio em “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido” (2014), as demonstrações dos poderes do Velocista Escarlate estão sempre com o freio de mão puxado. Ele é, de longe, o mais mal aproveitado do sexteto.

Vai e vem

Os fãs dos quadrinhos estão acostumados a duas versões do Batman. Uma, em suas revistas solo, soturno, perturbado e misterioso, e outra mais sociável, nas publicações da equipe. No cinema, essas mudanças funcionam como um bom exemplo da irregularidade do tom do filme.

Em certos momentos ele é o mesmo Homem Morcego de “A origem da justiça”, para quem os fins justificam os meios e nenhum ato é extremo demais. Em outros, ele se esforça para liderar um grupo que não quer muito se manter unido e faz piadas sobre estar velho ou ter dinheiro demais. Quase um Tiozão do Pavê de Capa.

Ben Affleck retorna ao manto do Batman em 'Liga da Justiça' (Foto: Divulgação) Ben Affleck retorna ao manto do Batman em 'Liga da Justiça' (Foto: Divulgação)

Ben Affleck retorna ao manto do Batman em 'Liga da Justiça' (Foto: Divulgação)

Essa tendência se estende ao resto da produção, que até tenta, mas não encontra o equilíbrio ideal entre seu passado e o novo espírito mais leve. Talvez isso seja reflexo da participação de Joss Whedon, que teve de assumir a direção perto do fim das gravações após uma tragédia familiar afastar Zack Snyder do comando.

Tanto que na maior parte das cenas do Superman é possível identificar a computação gráfica usada para apagar o bigode que Cavill ostentava durante as refilmagens nas mãos de Whedon (que ele não pôde tirar por causa de seu envolvimento em outro filme). Sinal de que muita coisa teve de ser reajustada após o fim do cronograma original.

Ray Fisher, Gal Gadot, Ezra Miller, Jason Momoa em cena de 'Liga da Justiça' (Foto: Divulgação) Ray Fisher, Gal Gadot, Ezra Miller, Jason Momoa em cena de 'Liga da Justiça' (Foto: Divulgação)

Ray Fisher, Gal Gadot, Ezra Miller, Jason Momoa em cena de 'Liga da Justiça' (Foto: Divulgação)

Maravilhosa

Quem continua acima das críticas é a Mulher-Maravilha de Gadot. A israelense repete a carismática atuação que a destacou nas produções anteriores, e o filme toma a decisão correta de usá-la como a verdadeira líder da equipe.

É como se o estúdio tivesse aprendido com o sucesso de “Mulher-Maravilha”, o que é um ótimo sinal para o futuro da franquia nos cinemas.

Com uma ameaça ainda muito maior que o Lobo da Estepe – sério, gente. Quem decidiu traduzir esse nome? – ainda por aí, o planeta, e a DC, pelo jeito ainda poderão contar com a Liga por um bom tempo.

 

 

 

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