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População reclama de demora no atendimento em serviços do INSS no Pará

Além da demora no atendimento nas agências, a falta de pessoal e as constantes falhas no sistema eletrônico do Instituto são problemas que atrasam ainda mais os processos.

 

Quem precisa dos serviços do INSS em todo estado reclama da demora no atendimento. A falta de pessoal e as constantes falhas no sistema eletrônico do Instituto são problemas que atrasam ainda mais os processos.

Há mais de quatro anos Cícero de Oliveira foi afastado do trabalho por problemas de saúde. Todo ano ele precisa renovar o benefício no INSS. Mas há 14 meses está sem receber um centavo, porque estaria em uma lista de espera. “Tenho conta pra pagar. A minha sorte é que as pessoas me conhecem há muito tempo”, diz o aposentado.

Enquanto isso, a espera nas agências é cansativa. São salas lotadas e muitos documentos. Na capital, quem vai a uma agência em busca de atendimento também não está nada satisfeito. O advogado Rafael Moura reclama da demora: “eu tinha agendado aqui nove clientes. O de dez e meia está sem previsão de atendimento e o de 12h também”, diz.

Seu Antônio Carlos Sarmento veio de Soure, no Marajó, até a capital, para dar entrada na aposentadoria. O documento mostra a hora marcada, mas a espera foi tanta que o pescador estava com medo de não ser atendido. “Como nós somos do interior, como é que nós vamos passar a noite aqui na capital?”, diz.

Além da espera, tem a falta de estrutura. Na agência de Nazaré, nem todos os aparelhos de ar condicionado estão funcionando e o calor incomoda. Apenas sete funcionários atendiam a agência fica lotada.

O número reduzido de servidores é um problema em todo o estado. O INSS tem 912 funcionários no estado do Pará, divididos em mais de 50 agências. Fazendo as contas, não dariam nem 18 servidores para cada uma delas. Isso para todos os setores do instituto.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores do INSS, além da necessidade de concurso público, quem trabalha no órgão enfrenta problemas na infraestrutura básica. Melhorar a rede de internet, por exemplo, faria a diferença. “A rede não suporta. Ela oscila, e isso atrasa o atendimento, o processo de trabalho. O sistema cai”, diz a diretora do SintPrevs Ana Magalhães.

A gerência do INSS em Belém reconhece o problema com o ar condicionado e, segundo eles, a situação estaria sendo resolvida. Já em relação ao atendimento, o gerente disse que providências estão sendo tomadas para melhorias a longo prazo.

“A nossa esperança é, com a criação do INSS digital, acelerar e melhorar a qualidade do nosso atendimento. Minimizar a espera não só dentro das agências como a espera na concessão do benefício”, diz o gerente executivo do INSS/Pa Wilsom Gaby.

“Eu estou há cinco anos aqui todos os dias e isso só piora”, diz o advogado Rafael Moura.

 

 

 

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