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Acusada de matar filho com sorvete envenenado vai a júri popular no fim de novembro

Cristiane Renata Coelho é acusada de matar o filho e de tentar matar o então marido por envenenamento.

 

Três anos após a morte do filho autista de nove anos com chumbinho, um conhecido veneno para matar ratos, Cristiane Renata Coelho será levada a júri popular em 28 de novembro. Além de matar o filho Lewdo Ricardo Coelho Severino com sorvete envenenado - a comida preferida da criança - Renata é acusada de tentar assassinar o então marido, o subtenente do Exército Francileudo Bezerra Severino.

Recuperado e sem apresentar sequelas do envenenamento por chumbinho, o subtenente Francileudo Bezerra Severino ocupa as horas vagas com o filho Lucas que, como o irmão, é autista. Ele vai completar nove anos e não fala. Segundo ele, a criança leva uma vida normal: estuda e faz terapia. Lucas não tem contato com a mãe, que está presa, e nem com a família materna, que mora em Recife.

“Eu só vim desconfiar do tinha acontecido quando eu estava na UTI e me disseram que eu tinha sido envenenado e que o Lewdinho tinha sido envenenado também. Então eu falei: então foi ela, porque só tinha nós quatro em casa”, diz Francileudo, que luta pela guarda definitiva do filho Lucas.

Enquanto o pai estava em coma, Lucas foi levado para ficar com a família de Cristiane, em Recife. Antes que ela fosse presa, o maior medo de Francileudo era o de perder mais um filho. “Eu tinha certeza de que ele seria o próximo. O Lucas seria o próximo a ser envenenado por doce ou afogado na piscina. Eu sobrevivi para salvar o meu filho”, afirma.

Durante o julgamento, o subtenente do Exército vai ficar frente a frente com a ex-mulher. Ele acredita que nenhuma condenação vai amenizar a revolta e a dor de ter perdido o filho mais velho. “Quem foi condenado foi o Lewdingho que não está mais entre a gente. O Lucas que não vai ter o prazer de ver a mãe e nem o irmão, e os meus familiares que gostavam do Lewdinho. Ela não. Se pegar 30 anos ainda é pouco”.

Noite do crime

O crime ocorreu na madrugada do dia 11 de novembro de 2014, no Conjunto Napoleão Viana, no Bairro Dias Macêdo, em Fortaleza. Na madrugada do crime, Cristiane Renata Coelho contou à polícia que o marido tinha matado o filho Lewdo Ricardo Coelho Severiano, de 9 anos, com tranquilizantes e tentado se matar, além de agredi-la. O casal vivia junto há treze anos.

De acordo com o primeiro depoimento da mulher do militar, o marido obrigou que ela e o filho ingerissem tranquilizantes com objetivo de matá-los e, em seguida, tentou suicídio com remédios, mas o laudo toxicológico no corpo do menino indicou que ele morreu por ingestão de veneno de rato. O subtenente foi preso em flagrante e levado para o Hospital do Exército, em Fortaleza, onde ficou em coma por uma semana.

Pesquisa sobre veneno no computador

O ponto-chave no laudo foi a análise do notebook usado pelo casal. "Cristiane dizia que estava dormindo antes do crime, mas ela mente. Temos os registros que, durante a tarde, momento que o Francileudo não estava em casa, ela fez uso do computador", diz o delegado

O laudo diz que a mãe de Lewdo pesquisou como envenenar uma pessoa com veneno para rato, conhecido como chumbinho. O documento detalha os termos de busca: "quanto tempo leva para morrer quem ingeriu chumbinho?"; "abordagem dos envenenamentos e das dosagens excessivas de medicamentos"; "matou mulher e ingeriu chumbinho"; "menina de 12 anos morre após ingerir chumbinho em Paulista"; "os elementos da morte" e "suicídio".

 

 

 

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