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Líder de quadrilha formada por policiais continua foragido

Heverton Soares de Oliveira está solto e sem tornozeleira eletrônica por um erro da Justiça.

 
 -  Heverton Soares de Oliveira está sem tornozeleira eletrônica por erro da justiça.  Foto: Reprodução/TV Mirante
Heverton Soares de Oliveira está sem tornozeleira eletrônica por erro da justiça. Foto: Reprodução/TV Mirante

Até o momento, a Polícia Civil prendeu na operação "Diamante Negro" 13 policiais militares do Maranhão e um do Pará envolvidos em uma quadrilha em Imperatriz, a 630 Km de São Luís. Entre os policiais, sete já estavam presos por envolvimento em homicídios e outros sete se apresentaram em São Luís, na semana passada.

A operação realizada pela Superintendência de Homicídios e Proteção a Pessoa (SHPP) e a Superintendência Estadual de Investigações Criminais (SEIC) combate uma organização criminosa especializada em tráfico de drogas e armas, homicídios, extorsões, assaltos a instituições financeiras e caixas eletrônicos.

No total, 18 pessoas fazem parte do grupo, sendo 14 policiais e 4 não-policiais, dentre eles Heverton Soares de Oliveira, líder da quadrilha, que foi solto sem tornozeleira eletrônica por erro da justiça.

Heverton Soares de Oliveira está sem tornozeleira eletrônica por erro da justiça. (Foto: Reprodução/TV Mirante) Heverton Soares de Oliveira está sem tornozeleira eletrônica por erro da justiça. (Foto: Reprodução/TV Mirante)

Heverton Soares de Oliveira está sem tornozeleira eletrônica por erro da justiça. (Foto: Reprodução/TV Mirante)

Heverton Soares foi preso em junho na cidade de Santa Inês(a 245 Km de São Luís) com 15 armas, sendo 10 fuzis. Mas em outubro foi colocado em liberdade pela Justiça do Maranhão sem a tornozeleira eletrônica por um erro no alvará. Segundo a Polícia Civil, o preso deveria ser monitorado por uma tornozeleira eletrônica ao sair da prisão. Na certidão de julgamento consta que ele deveria usar a tornozeleira, mas o alvará de soltura não faz referência ao uso do aparelho.

De acordo com o Superintendente de Investigações Criminais, Thiago Bardal, Heverton executava as ordens e mandava policiais matar inimigos. Atualmente ele pode estar até fora do país. “Já tivemos informes de que ele já está em outro país, no Uruguai. Já passamos a informação para a Polícia Federal e a Interpol para ver se localiza o Heverton porque ele é o chefe da quadrilha. Ele em liberdade vai conseguir ganhar dinheiro através do narcotráfico e através de roubos para conseguir a liberdade dos demais integrantes dessa quadrilha", declarou.

Sobre o caso da tornozeleira eletrônica o o Tribunal de Justiça do Maranhão informou que houve um equívoco do funcionário do TJ-MA, e que depois da falha o Tribunal expediu um novo alvará.

No dia 23 de outubro, o Tribunal de Justiça do Maranhão explicou que, no processo de Heverton Soares Oliveira, a decisão do habeas corpus foi baseada na investigação e que desembargador que decidiu pela soltura afirmou que as informações do caso não demonstram necessidade da prisão cautelar. Sobre o alvará, o Tribunal informou que houve uma falha do funcionário do TJ-MA que fez o documento e que o TJ emitiu um novo alvará determinando que Heverton Oliveira se apresente para a instalação da tornozeleira. Ele tinha até o fim da tarde do dia 01 de novembro para se apresentar, mas nunca mais apareceu.

 

 

 

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