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Governo dos EUA tenta promover carvão na conferência do clima da ONU e jovens fazem protesto

Manifestantes cantaram e gritaram palavras de ordem contra evento em defesa do acesso universal aos combustíveis fósseis e à energia nuclear .

 

O ato de estreia do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP 23) nesta segunda-feira (13), em Bonn, na Alemanha, foi alvo de manifestação de dezenas de jovens.

O único evento oficial da delegação americana na COP 23 pretendia promover o "acesso universal aos combustíveis fósseis e à energia nuclear", tendo como oradores os executivos da Peabody Energy, uma multinacional do carvão, da NuScale Power, de engenharia nuclear, e da Tellurian, uma grande exportador de gás natural.

Duas horas antes do início das discussões havia uma fila de mais de um quilômetro em frente ao local onde o evento estava programado para ocorrer, basicamente formada por jovens contrários ao ato.

Quando as portas foram abertas, os manifestantes invadiram o local. Os ativistas que não conseguiram entrar se sentaram em frente às portas da sala e gritavam palavras de ordem contra o uso de combustíveis fósseis.

Os gritos ganharam força no interior do centro de conferência quando a primeira palestrante começou a falar. Os jovens se levantaram e repetiram a mensagem dos demais manifestantes, dizendo representar a juventude americana e de todo o mundo.

Apesar de o enviado especial da Casa Branca à COP 23, George Dave Banks, ter conseguido interromper os cantos, os jovens conseguiram bloquear o evento, de duas horas de duração, por quase uma hora.

Os ativistas que entraram no local foram expulsos, mas o acesso continuava bloqueado pelos manifestantes sentados na porta.

Uma jovem revelou à Agência Efe que os ativistas combinaram por meio de aplicativos que metade deles entrasse no ato passando despercebidos entre o público. Os demais sentariam na porta.

Quando conseguiram falar, os palestrantes defenderam, com dificuldades para serem ouvidos, que os combustíveis fósseis e a energia nuclear são "vitais para elevar a qualidade e a duração da vida das pessoas mais pobres do mundo". E que não há argumentos que sustentem uma restrição de seu uso.

Entre os palestrantes estava o ex-assessor para o setor do ex-presidente americano Barack Obama, Amos Hochstein, atual executivo do Tellurian, que pediu que todos sejam "realistas" ao falar sobre a redução de emissões.

"O gás natural é necessário para substituir o carvão", afirmou.

A representante de Peaboy, Holly Krutka, falou sobre o "carvão limpo", referindo-se à captura das emissões geradas pela queima desse combustível, que, até o momento, é cara demais comercialmente.

Em entrevista à Efe, a ex-secretária da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima Christiana Figueres avaliou que o governo Trump se equivoca ao apresentar uma mensagem de apoio ao carvão, já que a COP 23 tem como objetivo "descarbonizar a economia global".

"O carvão desempenhou um papel no desenvolvimento e reconhecemos isso, mas chegou o momento de ele ser aposentado. Estamos em um processo imparável de transição para uma economia de baixo carbono", afirmou Figueres.

 

 

 

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