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Ex-secretário-adjunto de MS e 5 empresários são levados para depor na PF por suspeita de fraude

O ex-governador André Puccinelli PMDB e o filho André Puccinelli Júnior foram presos nesta terça-feira durante a 5ª fase da Operação Lama Asfáltica.

 
 -  Polícia Federal em prédio residencial no bairro Santa Fé, em Campo Grande  MS   Foto: Maureen Mattiello/TV Morena
Polícia Federal em prédio residencial no bairro Santa Fé, em Campo Grande MS Foto: Maureen Mattiello/TV Morena

O ex-secretário-adjunto de Fazenda André Luiz Cance e os empresários João Amorim, João Baird, Mirched Jafar Júnior, Antonio Cortez e João Mauricio Cance foram levados coercitivamente para depor na sede da Superintendência da Polícia Federal de Campo Grande, na manhã desta terça-feira (14), por suspeita de participarem de um esquema de fraude que teria desviado cerca de R$ 235 milhões.

O G1 entrou em contato com a defesa de André Luiz Cance, João Baird e João Maurício que confirmou os depoimentos e disse que tudo correu bem.

O advogado de João Amorim não atendeu as ligações da reportagem.

O G1 tenta retorno do empresário Antônio Cortez.

Ex-governador Puccinelli na viatura da PF saindo do prédio onde mora em Campo Grande (MS) (Foto: Domingos Lacerda/ TV Morena) Ex-governador Puccinelli na viatura da PF saindo do prédio onde mora em Campo Grande (MS) (Foto: Domingos Lacerda/ TV Morena)

Ex-governador Puccinelli na viatura da PF saindo do prédio onde mora em Campo Grande (MS) (Foto: Domingos Lacerda/ TV Morena)

A ação faz parte da 5ª fase da Operação Lama Asfáltica, denominada Papiros de Lama. Nessa etapa, foram presos o ex-governador de Mato Grosso do Sul André Puccinelli (PMDB) e o filho dele André Puccinelli Júnior. Também foram cumpridos outros dois mandados de prisão temporária.

Foram cumpridos mandados em Nioaque e Aquidauana e em São Paulo, além dos 24 de busca e apreensão.

Segundo o delegado da Polícia Federal Cléo Mazzotti, o esquema de propina tem mais de 10 anos no estado e era chefiada pelo ex-governador André Puccinelli. Até o momento o montante de desvio comprovado é de R$ 235 milhões.

Ainda conforme o delegado, durante o período de varredura dos documentos, o pecuarista Ivanildo da Cunha Miranda entrou em contato para ter o benefício da delação premiada. O investigado aguarda em liberdade o andamento do processo.

Mazzotti afirmou que o pecuarista confessou ter sido o operador do esquema entre 2006 a 2013 e no ano seguinte teria passado para André Cance. Até 2010, Ivanildo recebia R$ 80 mil por mês e depois os valores subiram para R$ 200 mil mensais.

Desvios

A investigação apontou que os recursos eram desviados por meio do direcionamento de licitações públicas, superfaturamento de obras públicas, aquisição fictícia ou ilícita de produtos, financiamento de atividades privadas sem relação com a atividade-fim de empresas estatais, concessão de créditos tributários com vistas ao recebimento de propina e corrupção de agentes públicos.

De acordo com a PF, a propina era mascarada de diversas formas. Uma delas, era a compra, sem justificativa plausível, de obras jurídicas, por parte de empresa concessionária de serviço público e direcionamento dos lucros, por interposta pessoa, a integrante do grupo investigado.

Fases da Lama Asfáltica

A primeira operação da PF sobre desvio de dinheiro público em gestões anteriores do governo do estado foi deflagrada em 9 de julho de 2015. A ação apurava fraude em obras públicas. Em uma delas, grama que deveria ser plantada ao longo de três rodovias era substituída por capim. Todos os investigados negaram as acusações.

Em 10 de maio de 2016 a segunda fase da investigação: a operação Fazendas de Lama. Esta foi a primeira vez que a PF esteve na casa do ex-governador André Puccinelli. Investigação da PF, CGU e Receita indicaram que o dinheiro obtido com corrupção foi usado para compra de fazendas, daí o nome da ação.

Em julho de 2016 CGU, Receita e PF deflagraram a terceira fase da operação: a Aviões de Lama. Apurações apontaram que os investigados sobre corrupção estavam revendendo bens de alto valor e dividindo o dinheiro com diversas pessoas, com objetivo de ocultar a origem.

A quarta fase foi em maio de 2017. Conforme a PF, os alvos direcionavam licitações públicas, superfaturavam obras, faziam aquisição fictícia ou ilícita de produtos e corrompiam agentes públicos. Os recursos desviados resultaram em lavagem de dinheiro.

Aeronave avaliada em R$ 2 milhões, foi comprado para lavar dinheiro é apreendida na Operação Aviões de Lama (Foto: PF/Divulgação) Aeronave avaliada em R$ 2 milhões, foi comprado para lavar dinheiro é apreendida na Operação Aviões de Lama (Foto: PF/Divulgação)

Aeronave avaliada em R$ 2 milhões, foi comprado para lavar dinheiro é apreendida na Operação Aviões de Lama (Foto: PF/Divulgação)

 

 

 

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