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Tanques se posicionam em estrada perto da capital do Zimbábue, diz agência

Reuters cita dois tanques estacionados a cerca de 20 km de Harare. País passa por turbulência por causa de disputa política.

 

Testemunhas ouvidas pela agência Reuters disseram que há dois tanques estacionados nas cercanias da capital do Zimbábue, Harare, nesta terça-feira (14). Eles estão numa estrada a cerca de 20 km da cidade. No momento, não há maiores detalhes sobre a situação no país ou o que estes tanques estariam fazendo no local.

Nesta segunda-feira (13), o chefe do Exército do Zimbábue, Constantino Chiwenga, ordenou que se interrompa o expurgo do partido ZANU-PF, no poder, após a destituição, na semana passada, do vice-presidente, Emmerson Mnangangwa, advertindo que os militares poderiam intervir.

Mnangagwa deixou o país e afirmou que sua "saída repentina" se deve a "incessantes ameaças" contra ele e sua família. O ex-vice-presidente, que se postulou como um dos possíveis candidatos a suceder o veterano Mugabe, de 93 anos, anunciou que está disposto a voltar para dirigir o partido do presidente, a União Nacional Africana do Zimbabue-Frente Patriótico (ZANU-PF).

Mnangagwa, aliado próximo de Mugabe desde a guerra da independência na década de 1970, criticou duramente o presidente e a primeira-dama, Grace Mugabe, em um encontro com militantes na última quinta-feira, no qual denunciou que ambos "privatizaram e comercializaram a nossa amada instituição".

"O expurgo atual que claramente visa a membros do partido (...) deve parar imediatamente", declarou o general Chiwenga em coletiva de imprensa, à qual assistiram 90 militares de alta patente nos escritórios do exército na capital.

"Devemos lembrar-lhes a quem está por trás destes acertos desleais que quando se trata de proteger nossa revolução, os militares não hesitarão em intervir", alertou.

O ex-vice-presidente tem fortes vínculos com o Exército, após ter ocupado o cargo de ministro da Defesa.

Chiwenga afirmou que o partido governista tinha sido infiltrado por pessoas que tentam destruí-lo de dentro e que o atual expurgo tinha mergulhado o país em uma crise.

Mugabe, de 93 anos, que governa este país do sul da África desde 1980, anunciou que se candidatará às eleições de 2018, embora alguns altos cargos do seu partido queiram substituí-lo no poder, algo que provocou enfrentamentos no seio da legenda.

Os analistas apontam a primeira-dama como uma das principais candidatas a suceder o presidente.

A própria Grace Mugabe afirmou ontem em um encontro com eleitores do seu partido que "Mnangagwa odeia Mugabe desde que o país conseguiu a independência" e disse que se "encarregaria pessoalmente" de que fossem iniciados "procedimentos disciplinares" contra o vice-presidente.

 

 

 

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