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Em discurso, Theresa May acusa Putin de interferir em eleições e '''transformar informação em arma'''

Primeira-ministra disse que espera que a Rússia tome um ''caminho distinto'', e enfatizou que não quer voltar a um clima de Guerra Fria, nem entrar em conflito perpétuo com Moscou.

 

A primeira-ministra britânica, Theresa May, denunciou na noite de terça-feira (13) atos "hostis" da Rússia e revelou ações tomadas para garantir a segurança do Reino Unido.

"Sabemos o que estão fazendo. E não conseguirão", declarou May durante um jantar no centro financeiro de Londres. Antes do evento a primeira-ministra acusou o presidente russo de "converter informação em arma".

May também criticou Putin pela anexação da Crimeia, por interferir na questão ucraniana, apoiando os rebeledes separatistas e por violar - "em repetidas ocasiões" o espaço aéreo de países europeus.

A primeira-ministra também foi contundente ao criticar as campanhas de ciberespionagem, como a interferência da Rússia em eleções e a invasão de sistemas do ministério dinamarquês de Defesa e do Bundestag, a Câmara dos Deputados do Parlamento alemão.

"A Rússia tenta converter a informação em uma arma, usando seus meios de comunicação dirigidos pelo Estado para difundir falsas informações e imagens manipuladas a fim de semear a discórdia no Ocidente e danificar nossas instituições", disse. "O Reino Unido fará o necessário para proteger-se e trabalhará com seus aliados para fazer isso".

Diante da fala da primeira-ministra, uma porta-voz do governo britânico esclareceu que não há nenhuma evidência de que a Rússia tenha interferido no sistema eleitoral do Reino Unido, considerado um dos mais "robustos" do mundo.

Entre as medidas necessárias para combater a interferência russa em questões domésticas de outras nações, May citou a reforma da Otan como ponto fundamental para "desestimular melhor e frear as atividades hostis da Rússia", assim como a "intensificação" do apoio militar e econômico do Reino Unido à Ucrânia ou o "fortalecimento" da política britânica em matéria de cibersegurança.

"Tomamos todas as medidas necessárias para enfrentar as atividades russas, entretanto não queremos voltar à Guerra Fria, nem estar em um conflito perpétuo", explicou a dirigente, que mostrou sua esperança de que a Rússia tome um "caminho distinto".

 

 

 

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