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SAÚDE

Enfermeira chora pelo fim de UTI para crianças

 
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Equipe de médicos e enfermeiros se emocionaram no último dia de trabalho na UTI Pediátrica da Santa Casa de Rondonópolis (212 Km ao Sul de Cuiabá), que fechou as portas nesta segunda-feira (13).

A enfermeira Josi Kremer da Rosa chorou ao falar sobre o fechamento. "É muito revoltante o que os políticos estão fazendo com nossa cidade, com nossas crianças", lamenta. "Só a gente sabe quantas crianças sobreviveram aqui, com auxílio dos médicos e de toda equipe".

Josi segue dizendo que é funcionária da UTI desde o dia da inauguração. "E agora e estou fechando as portas dela. Isso é muito revoltante...você ter que tirar uma criança daqui e transferir".

“Sonho durou pouco“

Intensivista da UTI pediátrica, Ana Paula Bellinat emitiu nota, narrando que saiu de Rondonópolis há 14 anos, com o sonho de ser médica. "Como a maioria tive dificuldade para entrar na curso de Medicina, depois enfrentei 6 anos de muita dedicação e aprendizado. Formei. Novamente mais provas e desta vez para residência médica em pediatria. E quando já achavam que estava satisfeita, descobri minha maior paixão profissional: unidade de terapia intensiva pediátrica".

Ela havia assumido a UTI Pediátrica da Santa Casa de Rondonópolis há 4 meses . "Foram diversas alegrias e algumas tristezas. Cada criança que salvamos foi uma vitória minha e da minha equipe", relata.

"Infelizmente o sonho durou muito pouco. A escala de plantonistas foi se minguando e as portas da unidade se fechando. Sim, a diretoria sabia da evolução catastrófica e os políticos também".

Segundo ela, com 4 meses de salários atrasados, não restaram solução a não ser parar de trabalhar.

"Nossas contas continuaram vencendo como de toda população, não importando aos fornecedores o nosso juramento como médicos".

A UTI, que tinha 10 leitos e atendia 18 pacientes em média por mês, foi fechando aos poucos e restaram 2 crianças, que foram alocadas para UTI Neo-Natal.

Dívida

A dívida total do Estado com o hospital, de acordo com o vice-diretor Kemper Pereira, é de R$ 5,3 milhões, isso já contabilizando os R$ 868 mil repassados ontem.

Outro caso

Rosa não foi a primeira a chorar diante da crise na saúde pública. Em maio deste ano, o médico Roberto Satoshi Yoshida, então diretor técnico do Hospital Regional de Sorriso, também chorou ao falar com a imprensa sobre a situação precária da unidade, que é referência na saúde pública da região e corria o risco de fechar as portas por falta de repasses estaduais.

Outro lado

A Secretaria de Estado de Saúde (SES), diante dos atrasos nos repasses e dos impactos que isso vem causando em diversas unidades hospitalares de Mato Grosso, vem informando sobre pagamentos, que estão sendo feitos de forma escalonada.


Gazeta Digital

 

 

 

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