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Chapa ‘Por uma gestão compartilhada’ promete priorizar obras próprias para livrar Ufopa de aluguéis

Valdomiro Sousa e Deam James querem priorizar obras próprias para não expandir a universidade com aluguéis. A questão da infraestrutura não é pensada só para a sede, mas para o interior também.

 

Os candidatos a reitor e vice-reitor da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) pela chapa ‘Por uma Ufopa compartilhada’, Valdomiro Sousa e Deam James, respectivamente, disseram em entrevista ao G1 que, caso sejam eleitos, irão atacar de frente um dos maiores gargalos da universidade desde a sua implantação que é o problema dos aluguéis. “A gestão da Ufopa comete uma grave falha por não conseguir executar os seus recursos de capital, pois está há sete anos sem conseguir fazer as construções que necessidade. E na contramão, gasta os recursos de custeio com pagamento de aluguéis. Nós vamos mudar isso”.

Série de entrevistas

Todas as cinco chapas serão entrevistadas pelo G1 Santarém e Região. Na TV Tapajós, as entrevistas serão ao vivo - com os candidatos a reitor - no JT1 que estará em cadeia com a Rádio 94 FM. Em sorteio realizado na semana passada, a chapa ‘Por uma Ufopa Compartilhada’ será a segunda entrevistada sobre os temas: Gestão e Orçamento, Expansão, Pesquisa e Extensão, e Infraestrutura.

Gestão e Orçamento

O candidato a reitor da Ufopa, Valdomiro Sousa disse ao G1 que o slogan da chapa ‘Por uma Ufopa compartilhada’ foi construído coletivamente e é desse modo, coletivamente, que ele e Deam James pretendem gerir a universidade. “Nós estamos acreditando na possibilidade de ter a participação de todos os servidores da Ufopa na elaboração do planejamento institucional, que a gente chama de Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI). Agora, por exemplo, se está trabalhando em um PDI da Ufopa para seis anos. E nós acreditamos que é necessária a participação de toda a comunidade acadêmica. Vamos fazer uma gestão coletiva”.

Valdomiro disse ainda que a transparência, que é uma das questões mais cobradas de uma gestão pública, não vai se limitar a prestação de contas virtual no sistema que pode ser acessado por qualquer ente da comunidade acadêmica. “Queremos garantir a interação face a face com os servidores, a gente vai fazer assembleias para que toda a comunidade acadêmica tenha uma noção de todos os contratos da universidade. Eu carrego comigo uma frase do Frei Beto que diz: ‘É melhor errar juntos do que acertar sozinho’. No caso da Ufopa, a nossa gestão vai trabalhar para acertarmos juntos”.

Expansão

O projeto de expansão da Ufopa é uma questão central do planejamento da chapa ‘Por uma Ufopa compartilhada’. De acordo com Valdomiro, é preciso estabelecer também coletivamente qual o número de estudantes que a universidade quer, por exemplo, no final de seis anos. E esse planejamento deve ser para todos os municípios onde a Ufopa está presente. “É preciso definir quantos docentes nós precisamos, quantos servidores técnicos, qual a infraestrutura necessária para comportar a comunidade acadêmica em cada município. Vamos trabalhar para mobilizar os nossos servidores, para que cada um esteja no melhor lugar para desenvolver o seu trabalho, para que ele se sinta útil dentro da universidade, desenvolvendo a função para a qual ele foi concursado. Nós acreditamos que é fundamental um trabalho com o nosso pessoal para que ele chegando à Ufopa, se sinta bem dentro do seu local de trabalho. A humanização deve estar presente na Universidade”, frisou.

É proposta da chapa, construir espaços de convivência que não necessariamente serão prédios. Esses locais serão destinados à realização de atividades culturais, lúdicas, de esporte e lazer, para que a interação dos servidores seja um elemento central. “Queremos fortalecer a DSQV, que é a diretoria que cuida do bem-estar dos nossos servidores, e a Diretoria de ação afirmativa e a de assistência estudantil. Queremos dar muita ênfase na coordenação de esporte e lazer”, acrescentou Valdomiro.

Pesquisa e Extensão

A chapa colocou em seu programa que será possível a ampliação do número de projetos de pesquisa e extensão. Mais do que isso, que é possível a ampliação do número de bolsas para atender estudantes que fazem pesquisa e extensão, mas também para atender a necessidade de pesquisa que professores recém chegados em Santarém têm. “Hoje, nós consideramos que o número de bolsas é bastante limitado, bem como de propostas que podem ser aprovadas na Proppit e na Procce. E porque nós dizemos que é possível a ampliação do número de bolsas? Por que existe o recurso da assistência estudantil que é programa nacional de assistência estudantil. Esse recurso fica um pouquinho acima de R$ 8 milhões e nós acreditamos que é possível destinar esse recurso para assistência estudantil, ensino, pesquisa e extensão, mas para os estudantes que estão em situação de vulnerabilidade socioeconômica”, falou Valdomiro.

Segundo o candidato a reitor, há possibilidade de tirar do orçamento de custeio da universidade, recursos para apoiar iniciativas para o público que entra pelo caráter meritório, que são as pessoas que estão fora da faixa de vulnerabilidade, mas que também precisam fazer pesquisa e extensão com o dinheiro público. “E nós temos recursos para isso. Apesar dos cortes que ocorrem nós temos recursos para isso. É preciso fazer uma boa gestão de contratos”.

Ainda o tocante à pesquisa e extensão, o candidato a vice-reitor Deam, destacou que também existem recursos para pós-graduação. “Eu posso afirmar que inclusive já trabalhei em projetos internacionais e que nós temos capacidade de fazer captação de recursos internacionais na Ufopa e parceria com Unifespa e UFPA. Então, hoje nós estamos desenvolvendo muitos trabalhos, muitos projetos, e fortalecendo os grupos de pesquisa baseados em uma parceria regional porque isso ajuda bastante”.

Deam ressaltou que também existe a possiblidade de se criar a pós-graduação em rede. Na prática, é a união de instituições de ensino que conseguem oferecer cursos de pós-graduação com toda capacidade técnica de forma que entram professores e equipamentos com a finalidade de ampliar os grupos de pesquisa e melhorar a pesquisa da região. “Mesmo havendo os cortes de recursos, nós pretendemos trabalhar em parceria”, pontuou.

Infraestrutura

A infraestrutura é um dos grandes gargalos da Ufopa desde a sua implantação há 8 anos. Os problemas passam por obras inacabadas e gastos elevados com aluguéis de prédios. Para garantir uma infraestrutura que atenda as demandas da comunidade acadêmica, a chapa ‘Por uma Ufopa compartilhada’ quer atacar de frente os aluguéis. “Os aluguéis consomem hoje um grande volume de recursos da universidade. Recursos que deveriam ser usados na manutenção da universidade e também na ampliação de bolas. Então, a nossa ideia inicial é diminuir os aluguéis da Ufopa. Ainda não temos todo o conhecimento de como isso vai acontecer, mas podemos adiantar que vamos trabalhar para ir diminuindo esses aluguéis concluindo as obras que iniciaram e não terminaram, como o prédio modular na unidade Tapajós e o restaurante universitário. Se nós conseguirmos entregar o prédio modular, vamos poder trazer boa parte dos servidores e alunos que estão nos prédios hoje alugados”, declarou Deam.

O candidato a vice-reitor disse ainda que tem conhecimento de que no início os aluguéis eram parciais. Depois os aluguéis passaram a ser de 100%. “Queremos priorizar obras próprias. Não queremos fazer expansão da universidade com aluguéis. Essa questão da infraestrutura nós não pensamos só para a sede, pensamos para o interior também. No interior nós temos áreas que nós podemos fazer uso sem nenhum custo. Mas eu quero chamar a atenção que essas obras podem ser entregues, porque nós vamos trabalhar no planejamento, na administração, com a Sinfra, para verificar qual o gargalo das obras”.

Deam destacou que já foram detectadas algumas coisas como atraso nas fiscalizações, problemas junto às empresas como o termo de referência, itens que não foram devidamente previstos. “Uma infinidade de coisas que podem estar acontecendo e que nós queremos solucionar. Se fizermos um processo coletivo de chamarmos todos da universidade e fazer assim um grupo de trabalho, temos certeza que conseguiremos acelerar a entrega dessas obras”.

Segundo Valdomiro, a principal falha na implantação da Ufopa é o uso do recurso de custeio para pagar o que deveria ser custeado pelos recursos de capital. “Nós vamos fazer um planejamento para iniciar a correção dessa falha. Vamos executar 100% dos recursos de capital, e 100% dos recursos de custeio. Claro que é difícil a gente conseguir os 100%, mas vamos trabalhar para isso. Vamos construir a infraestrutura da Ufopa em Santarém, Juruti, Oriximiná, Monte Alegre, Óbidos, Alenquer e Itaituba. Isso vai se dar não em um curtíssimo prazo, mas vamos fazer um planejamento para garantir ano a ano a execução de 100% dos recursos e, assim, a efetiva implantação da Ufopa no oeste do Pará, valorizando as populações tradicionais com espaços verdes”.

Mensagem

Deam ressaltou ao final da entrevista, que chapa ‘Por uma Ufopa compartilhada’ quer trabalhar o compartilhamento de conhecimento, de informações, a valorização dos técnicos. “Nós queremos fazer um planejamento integrando na universidade. Nós pensamos em todos os setores [professores, estudantes, técnicos e até nos funcionários das empresas terceirizadas] porque todos são importantes para a universidade. A nossa chapa tem uma base muito sólida na humanização e sensibilidade, porque acreditamos que pessoas que está ali é uma engrenagem de uma máquina muito maior que precisa ter um valor muito grande para a nossa região”.

Valdomiro convidou toda a comunidade acadêmica a se juntar à chapa que ele encabeça, por acreditar, que somente com a união de esforços é possível implementar as mudanças que a Ufopa precisa. “Nós vamos fazer com todas essas pessoas uma gestão com transparência, vamos fortalecer aquilo que o Brasil mais precisa hoje, que é o espírito público, para que a pessoas voltem a acreditar nas instituições públicas, na possibilidade de construirmos um Brasil para todos os brasileiros. A nossa chapa não está preocupada somente com a construção de uma nova Ufopa. Nós queremos convidar toda a comunidade acadêmica para junto conosco construir uma nova Ufopa e colaborarmos para a construção de uma nova sociedade, para que não sejamos olhados como mercado. Educação não pode ser olhada como mercadoria. É para isso que estamos aceitamos aceitando esse desafio e isso só será possível com a participação de todos”, finalizou.

Ordem das entrevistas

Um sorteio realizado na presença de representantes dos candidatos definiu a ordem das entrevistas.

No G1

- 13 de novembro

Chapa Ufopa em Ação - Jarsen Guimarães e Celson Lima

- 14 de setembro

Chapa Por uma Ufopa compartilhada - Valdomiro Sousa e Deam James

- 15 de novembro

Chapa Somos Ufopa - Anselmo Colares e Waldiney Pires

- 16 de novembro

Chapa Novos Rumos - Hugo Alex Diniz e Aldenize Ruela xavier

- 17 de novembro

Chapa Inovar para avançar - Thiago Vieira e Izaura Cristina

JT1 e Rádio 94 FM a ordem é:

- 13 de novembro

Jarsen Guimarães – ao vivo a partir das 12h

- 14 de novembro

Valdomiro Sousa - ao vivo a partir das 12h

- 15 de novembro

Anselmo Colares - ao vivo a partir das 12h

- 16 de novembro

Hugo Alex Diniz - ao vivo a partir das 12h

- 17 de novembro

Thiago Vieira - ao vivo a partir das 12h

 

 

 

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