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TV estatal do Irã diz que operações de resgate terminaram em áreas afetadas pelo terremoto

Terremoto de magnitude 7.3 deixou mais de 400 mortos e milhares de feridos no Irã.

 
 -  Mulher ferida em terremoto é retirada de local afetado nesta segunda-feira  13  na Kermanshah  Foto: Tasnim News Agency/Reuters
Mulher ferida em terremoto é retirada de local afetado nesta segunda-feira 13 na Kermanshah Foto: Tasnim News Agency/Reuters

O Irã disse que as operações de resgate terminaram nas áreas atingidas pelo poderoso terremoto no fim de semana que deixou mais de 400 pessoas e milhares de feridos, informou a televisão estatal nesta terça-feira (horário local, noite de segunda no Brasil).

"As operações de resgate na províncio de Kermanshah terminaram", disse Pir-Hossein Kolivand, chefe dos Serviços Médicos de Emergência do Irã na TV estatal.

De acordo com a TV estatal, milhares de pessoas se amontoam em abrigos improvisados, enquanto muitas outras passam uma segunda noite na rua por medo de mais tremores. De acordo com a agência Associated Press, o terremoro teve cerca de 193 réplicas.

O terremoto de magnitude 7,3 atingiu cidades e vilarejos na região montanhosa desta província que faz fronteira com o Iraque, onde outras sete pessoas morreram e 535 ficaram feridas.

Este foi o terremoto mais mortífero de 2017 e o mais mortífero do Irã dos últimos cinco anos.

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Cidade afetadas

No Irã, o tremor foi sentido em várias províncias, sendo que a mais atingida foi Kermanshah. Na cidade de Sarpol-e Zahab, a cerca de 15 km da fronteira com o Iraque, o principal hospital ficou gravemente danificado. As populações de Ghasr Shirin (na fronteira), Sarpul e Azgale estão entre as mais afetadas.

A barragem iraquiana de Darbandijan, em Sulaimaniyah, ficou danificada por causa do terremoto e provoca preocupação. O diretor da barragem, Rahman Hani, afirmou que há "danos muito claros ao topo da barragem".

A obra foi concluída em 1961, sendo considerada a "mais forte construída nos últimos cem anos". A represa contém 1,5 bilhão de metros cúbicos de água e está atualmente com 55% de sua capacidade, segundo a EFE.

Desabrigados

Cortes de energia elétrica foram registrados no Irã e no Iraque. As autoridades iraquianas solicitaram aos moradores de Darbandajan que durmam fora de suas casas. O mesmo ocorreu na província iraniana de Ilam, onde alguns habitantes foram aconselhados a deixar a região por precaução.

A BBC, citando uma organização humanitária não identificada, afirma que 70 mil pessoas ficaram desabrigadas apenas no Irã. Caminhões seguem para a província Sulaimaniyah com 3 mil barracas e abrigos, 10 mil camas, colchões e comida.

O terremoto também foi sentido no sudeste da Turquia, perto da fronteira com Irã e Iraque. Na cidade de Diyarbakir, os habitantes saíram de suas casas durante o terremoto, mas retornaram pouco depois. Não houve registro de vítimas turcas.

Falhas geológicas

O Irã está situado em uma região com grandes falhas geológicas e é um dos países mais ativos do mundo sismicamente.

Em 2003, um terremoto de magnitude 6,6 em Bam, na província de Kerman (sudeste do Irã), matou 31 mil pessoas e deixou a cidade praticamente destruída.

Em abril de 2013, dois terremotos foram registrados no Irã, com poucos dias de intervalo, de magnitude 6,6 e 7,7 – este último o mais forte no país desde 1957, segundo a France Presse.

Em junho de 1990, um terremoto de 7,4 graus no norte do Irã, perto do mar Cáspio, deixou 40 mil mortos e mais de 300 mil feridos, além de meio milhão de desabrigados. Em poucos segundos foi devastada uma superfície de 2.100 quilômetros quadrados, onde ficavam 27 cidades e 1.871 vilarejos nas províncias de Ghilan e Zandjan.

Mapa mostra região do terremoto, na fronteira do Iraque com o Irã (Foto: Alexandre Mauro/G1) Mapa mostra região do terremoto, na fronteira do Iraque com o Irã (Foto: Alexandre Mauro/G1)

Mapa mostra região do terremoto, na fronteira do Iraque com o Irã (Foto: Alexandre Mauro/G1)

 

 

 

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