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Uber anuncia acordo para vender fatia da empresa ao grupo japonês Softbank

Se concluída, transação pode fazer japonesa atingir 14% de participação.

 
 -  Tela do aplicativo de celular Uber em São Paulo, na região da Avenida Paulista  Foto: Marcelo Brandt/G1
Tela do aplicativo de celular Uber em São Paulo, na região da Avenida Paulista Foto: Marcelo Brandt/G1

A Uber anunciou na noite deste domingo (11) um acordo para vender uma participação de seu capital ao grupo japonês de telecomunicações Softbank. A transação pode assegurar a entrada da empresa na Bolsa até 2019 e permitir que a companhia supere os escândalos dos últimos meses.

"Chegamos a um acordo com um consórcio liderado por Softbank e Dragoneer sobre um possível investimento. Acreditamos que este acordo é um forte voto de confiança no potencial do Uber a longo prazo", afirma a empresa em um comunicado.

Softbank, que pertence ao bilionário japonês Masayoshi Son, repetiu durante meses o desejo de investir bilhões de dólares na Uber com uma participação de até 14% de seu capital.

A empresa japonesa, matriz da Sprint, a terceira maior operadora americana de telecomunicações, deseja recomprar ações com um procedimento financeiro conhecido como "oferta amistosa", que tradicionalmente dura um mês: se estabelece um preço, mas os acionistas são livres para decidir se vendem ou não os seus títulos.

De acordo com a imprensa americana, o Softbank deveria obter duas vagas na diretoria caso consiga adquirir 14% da Uber, o que representaria uma voz importante na tomada de decisões estratégicas.

Bastidores do acordo

O investimento do grupo japonês é possível graças a um acordo entre Travis Kalanick, o fundador e ex-presidente executivo da Uber, e um influente fundo de acionistas da empresa, que concordaram em deixar as diferenças de lado.

O fundo californiano Benchmark havia apresentado uma queixa contra Kalanick para desafiar seu domínio absoluto no conselho de administração, por meio do qual ele validava estratégias e transações, assim como a nomeação e destituição do CEO.

A disputa provocou o bloqueio de qualquer operação estratégica, como a prevista pelo Softbank.

O acordo prevê que o Benchmark suspenda a ação, enquanto Kalanick permitirá que a diretoria apresente sua opinião, por meio de uma votação, sobre os futuros administradores.

Em caso de acordo definitivo entre Uber e Softbank, o Benchmark retirará sua denúncia.

Chegada à Bolsa?

A chegada do Softbank é uma boa notícia para Uber, que tenta superar os escândalos que abalaram sua reputação recentemente, incluindo acusações de assédio sexual dentro da empresa.

A empresa também poderia aproveitar o momento para estabelecer novas normas internas.

A Uber deseja ampliar seu conselho de administração para torná-lo mais plural: Kalanick mantém seu lugar, apesar de ter deixado a presidência em junho.

O acordo também pode significar o início oficial do projeto de entrada na Bolsa, programado para acontecer até 2019. Recentemente, a Uber foi avaliado em US$ 68 bilhões.

Dara Khosrowshahi, novo CEO, estabeleceu como prazo para entrada na Bolsa entre 18 e 36 meses depois de sua chegada à Uber, segundo a imprensa americana.

 

 

 

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