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Jovens mortos na chacina da Sapiranga já haviam relatado ameaças, diz juiz

Seis jovens foram retirados de centro de semiliberdade modelo e quatro deles foram assassinados a tiros. Juiz afirma que chacina poderia ter sido evitada.

 
 -  Centro de Semiliberdade Mártir Francisca  Foto: Reprodução Facebook/E-Jovem Ceará
Centro de Semiliberdade Mártir Francisca Foto: Reprodução Facebook/E-Jovem Ceará

O juiz Manoel Clístenes, da 5ª Vara da Infância e da Juventude de Fortaleza, afirmou ao G1 que adolescentes e pais de internos do Centro de Semiliberdade Mártir Francisca, na Sapiranga, já haviam denunciado a possibilidade de conflitos entre grupos rivais na unidade. Na madrugada desta segunda-feira (13), o centro registrou uma chacina com quatro internos retirados da unidade e assassinados. O Governo do Estado informou que os autores da chacina já foram identificados e são procurados pela polícia.

Segundo o juiz, os jovens haviam recebido ameaças de morte por membros de uma facção criminosa que atua no bairro onde o centro está localizado.

O titular da 5ª Vara da Infância e Juventude informou que diversos internos haviam relatado que poderia acontecer uma invasão, como a que houve durante a madrugada. Segundo Clístenes, alguns internos que moravam em outros bairros precisaram ser liberados por não haver condições de permanência na unidade socioeducacional.

A Vara da Infância e da Juventuda chegou a comunicar o caso à direção do centro, mas não foram tomadas ações para evitar um possível conflito, segundo o juiz.

"Eu recebi vários jovens e pais que relatavam a questão de uma possibilidade de invasão de outras facções criminosas. Jovens de outros bairros estavam lá, mas não necessariamente pertenciam a facções tidas como inimigas. Então, cheguei a suspender algumas medidas", relatou.

Centro é tido como modelo

O juiz acrescentou que essa foi a primeira vez que o Centro de Semiliberdade Mártir Francisca registrou ocorrência como esta chacina. O local abriga, em na maioria, jovens primários ou que foram apreendidos por delitos de 'baixa gravidade', como roubo sem a utilização de arma.

"É um caso gravíssimo, que prejudica muito a ressocialização dos internos. Aquela unidade era tida como modelo. O melhor centro do Ceará, mas que está em um bairro dominado por uma facção criminosa. É o fato mais grave ocorrido no Sistema Socioeducacional de Fortaleza, mas que já tinha sido avisado".

Centro de Semiliberdade Mártir Francisca (Foto: Reprodução Facebook/E-Jovem Ceará) Centro de Semiliberdade Mártir Francisca (Foto: Reprodução Facebook/E-Jovem Ceará)

Centro de Semiliberdade Mártir Francisca (Foto: Reprodução Facebook/E-Jovem Ceará)

Reunião emergencial

O Centro de Semiliberdade Mártir Francisca fica localizado na Rua Euclides Onofre de Souza. Conforme a Vara da Infância e da Juventude, o local abrigava cerca de 50 internos quando ocorreu a chacina.

A Superintendência do Sistema Estadual de Atendimento Socioeducativo (Seas) informou que órgãos da estrutura do Governo do Ceará ligados ao tema se reuniram com a cúpula da segurança pública para tratar do caso.

Chacina

Equipes da polícia em frente ao centro Mártir Francisca, de onde adolescentes foram retirados e assassinados em rua próxima (Foto: TV Diário/Reprodução) Equipes da polícia em frente ao centro Mártir Francisca, de onde adolescentes foram retirados e assassinados em rua próxima (Foto: TV Diário/Reprodução)

Equipes da polícia em frente ao centro Mártir Francisca, de onde adolescentes foram retirados e assassinados em rua próxima (Foto: TV Diário/Reprodução)

Os adolescentes foram retirados de dentro do centro socioeducacional e assassinados com diversos tiros na cabeça em uma rua próxima à unidade. Dois internos que também haviam sido pegos pelo grupo criminoso foram liberados e conseguiram retornar ao centro.

O G1 entrou em contato com o Centro de Semiliberdade Mártir Francisca, mas a direção não repassou informações sobre o ocorrido.

A Seas, que administra os centros socioeducacionais do Ceará, comunicou, em nota, que a Polícia Civil iniciou os trabalhos de investigação sobre a ocorrência. Equipes da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) realizaram os primeiros levantamentos no Centro. Até a manhã desta segunda-feira (13), ninguém havia sido preso.

A Polícia Militar intensificou o policiamento na região com o reforço de equipes dos Batalhões Especializados, como o de Polícia de Choque (BPChoque) e o de Policiamento de Rondas e Ações Intensivas e Ostensivas (BPRaio).

 

 

 

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