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'''Sabia de um caso. Deveria ter sido mais corajosa para denunciar''', diz Jane Fonda sobre Harvey Weinstein

Atriz americana e ativista de direito das mulheres revelou ter ouvido há um ano relatos de assédio envolvendo o poderoso produtor americano, mas ficou com medo de expô-lo.

 
 -  A atriz Jane Fonda posa para fotógrafos pouco antes da exibição do longa  Moonrise kingdom , na 65ª edição do Festival de Cannes  Foto: Reuters
A atriz Jane Fonda posa para fotógrafos pouco antes da exibição do longa Moonrise kingdom , na 65ª edição do Festival de Cannes Foto: Reuters

A atriz americana Jane Fonda, 79, revelou que há um ano ouviu falar de acusações de assédio sexual contra Harvey Weinstein. Mas não fez nada.

"Queria ter dito antes, mas não aconteceu comigo, eu não queria expô-lo", contou, em entrevista ao programa de TV da BBC "HardTalk".

"Eu admito que deveria ter sido mais corajosa".

Fonda, ativista dos direitos das mulheres e que já revelou ter sido vítima de abuso sexual na infância, disse que, de agora em diante, será mais corajosa quando for informada deste tipo de alegação.

"Graças a Deus, agora isso está sendo falado. Isso não é um caso extremamente raro em Hollywood. E tão comum quanto em cada país do mundo, em todos setores, como nos negócios, no governo. É o padrão de comportamento de muitos e muitos homens, é algo epidêmico. E quando eles são famosos e poderosos como Harvey, esses casos são comentados", disse.

"Por isso é muito importante que essas mulheres tenham sido corajosas o bastante para se exporem agora."

Weinstein, um dos executivos mais poderosos de Hollywood, é alvo de acusações de estupro e assédio sexual durante as últimas três décadas. Atrizes como Angelina Jolie e Gwyneth Paltrow assumiram publicamente ter sido vítimas do executivo.

O executivo nega as acusações.

Segundo Fonda, o comportamento de Weinstein de assediar as atrizes mais novas explorava sua vulnerabilidade.

"Quando elas são mais novas, têm medo de arruinar suas carreiras de se falarem alguma coisa".

Precisamos falar dos homens

A atriz e roteirista britânica Emma Thompson, 58, também comentou o caso de Weinstein, a quem chamou de predador sexual, não de um "viciado em sexo".

Em entrevista a outro programa de TV da BBC, o Newsnight, ela disse que as denúncias de assédio sexual contra o produtor americano não a surpreenderam.

"Ele é a ponta de um iceberg", afirmou. "É o topo da pirâmide de um sistema de assédio, depreciação, bullying, intromissão, de perseguir deselegantemente, que faz parte do mundo das mulheres desde sempre."

Para Thompson, ganhadora de dois Oscars, como atriz e roteirista, o que precisa ser discutido imediatamente é uma crise extrema da masculinidade.

"É preciso falar que esse comportamento não é OK, mas também que ele continua sendo perpetuado pelos homens mais poderosos do mundo."

Questionada se em Hollywood existem outros homens com comportamento parecido ao de Weinstein, Emma Thompson respondeu que há muitos, mas talvez não no mesmo nível de atuação.

"Todos precisam ser tão maus quanto ele para que contem [como assediadores]? [A denúncia] só vale se você tiver um número grande de mulheres e de vezes ou conta se você tiver atingido apenas uma mulher, uma vez?".

Harvey Weinstein no Festival de Cannes em 2015 (Foto: Loic Venance/AFP) Harvey Weinstein no Festival de Cannes em 2015 (Foto: Loic Venance/AFP)

Harvey Weinstein no Festival de Cannes em 2015 (Foto: Loic Venance/AFP)

 

 

 

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