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Menino aprende língua de sinais para interagir com o irmão gêmeo surdo, em RO

Irmão mais novo de Lucas também estuda na escola para surdos, em Porto Velho. Mãe de garotos diz que comunicação em casa melhorou entre todos.

 
 -  Leonardo  à esquerda  entrou em escola bilingue para ter maior interação com irmão com gêmeo Lucas  à direita   que tem deficiência auditiva bilitera
Leonardo à esquerda entrou em escola bilingue para ter maior interação com irmão com gêmeo Lucas à direita que tem deficiência auditiva bilitera

Um menino de 12 anos decidiu aprender a língua de sinais para poder se comunicar com o irmão gêmeo, que tem deficiência auditiva. Segundo Leonardo Duarte, o gêmeo Lucas teve uma perda bilateral da audição logo após o nascimento. Para poder entender os sentimentos e os dejesos de Lucas, há dois anos o Leonardo entrou em uma escola que atende alunos surdos, em Porto Velho.

"Queria poder entender melhor o que ele estava falando através das mãos", fala Leonardo ao G1.

Lucas faz sinais e brinca com Leonardo (Foto: Jheniffer Núbia / G1)

Por causa da semelhança física entre os irmãos, Leonardo conta que muitas vezes é confundido com Lucas.

" Eu sou mais quieto. Já o Lucas está sempre se movimento e bagunçando e os professores´, às vezes, confundem a gente. É engraçado", conta.

Irmão mais novo de Lucas também aprendeu a lingua de sinais para poder interagir  (Foto: Jheniffer Núbia / G1) Irmão mais novo de Lucas também aprendeu a lingua de sinais para poder interagir  (Foto: Jheniffer Núbia / G1)

Irmão mais novo de Lucas também aprendeu a lingua de sinais para poder interagir (Foto: Jheniffer Núbia / G1)

Além de Leonardo, o irmão Luan, de sete anos , passou a frequentar as aulas na escola de surdos para compreender e conversar com o Lucas.

O pequeno conta que tem aprendido a nova linguagem e que a usa para, muitas vezes, 'chamar atenção' do irmão em casa.

"Às vezes ele é muito chato, aí a gente acaba brigando", fala timidamente o caçula.

Mãe feliz

A mãe dos meninos, Maria Duarte, conta que depois dos filhos aprenderem a língua de sinais, a comunicação dentro de casa ficou bem melhor.

" A decisão de colocar os outros irmãos para apender a linguagem dos sinais facilitou e muito a comunicação em casa. Isso até mesmo para disciplinar, pois não trato o Lucas diferente por conta da surdez. Todos são tratados igualmente", explica.

Mãe de Lucas fala que depois de todos da família aprenderam um pouco da  lingua de sinais a comunicação dentro de casa ficou mais fácil. (Foto: Jheniffer Núbia / G1) Mãe de Lucas fala que depois de todos da família aprenderam um pouco da  lingua de sinais a comunicação dentro de casa ficou mais fácil. (Foto: Jheniffer Núbia / G1)

Mãe de Lucas fala que depois de todos da família aprenderam um pouco da lingua de sinais a comunicação dentro de casa ficou mais fácil. (Foto: Jheniffer Núbia / G1)

Na comemoração do Dia das Crianças, a mãe dos meninos fala que, além da festa na escola, os garotos vão para o sítio da família.

"Primeiro iremos curtir a festinha aqui, mas na maioria das comemorações a gente sempre acaba indo para o sítio do avô dos meninos ou da tia deles. Eles gostam de estar lá, pois ficam mais soltos", diz.

Por meio da interpretação da professora de Lucas, Rose, ele diz que espera comemorar o Dia da Crianças com os colegas e com os irmãos na escola.

"Quero comer bolo e brincar com meus amigos. Acredito que será bem diverto o Dia da Crianças", disse.

Menino aprende lingua de libras para interagir com irmão gêmeo (Foto: Jheniffer Núbia / G1) Menino aprende lingua de libras para interagir com irmão gêmeo (Foto: Jheniffer Núbia / G1)

Menino aprende lingua de libras para interagir com irmão gêmeo (Foto: Jheniffer Núbia / G1)

Sala de aula

A interação com os colegas não é uma desafio para o aluno, diz a professora que destaca algumas qualidade de Lucas.

"É um menino bem amigão. Ele se dá bem com todo mundo e consegue interagir em todos os grupos. O Lucas é amável e muito dedicado", diz.

A participação da família na vida escolar do aluno é essencial, segundo a professa de Lucas. " Na questão da libras ele já desenvolveu bastante desde o início do ano. A participação da família é fundamental para qualquer aluno, seja ele surdo ou ouvinte", fala.

*Por Jheniffer Núbia, estagiária do G1 Rondônia, sob a supervisão de Jonatas Boni.

  • Porto Velho
  • Rondônia

 

 

 

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