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PF apura liberação de processos do Imap encontrados na casa de servidora

Contradição entre investigados foi caracterizada pela Polícia Federal como forma de atrapalhar ações. Operação Protocolo Zero cumpriu mandados em Macapá nesta quarta-feira 11 .

 
 -  Processos administrativos foram encontrados na casa de servidores  Foto: Divulgação/PF
Processos administrativos foram encontrados na casa de servidores Foto: Divulgação/PF

Após cumprir dois mandados de condução coercitiva e um de busca e apreensão, a Polícia Federal (PF) divulgou em coletiva nesta quarta-feira (11) que busca identificar o motivo que levou uma servidora do Instituto do Meio Ambiente e Ordenamento Territorial do Amapá (Imap) a ter vários processos administrativos do órgão em casa.

Luciana Castro Serafim, além do ex-diretor substituto do Imap, Nilton da Silva Pereira, foram alvos da operação Protocolo Zero, que investiga a envolvimento de servidores públicos estaduais nos crimes de falsidade ideológica, advocacia administrativa e obstrução de Justiça. A defesa dos dois nega as acusações e justifica que houve um equívoco nas informações dadas.

A investigação da PF sobre o envolvimento dos dois no caso iniciou em agosto em outra operação, a Quantum Debeatur, que encontrou na casa de Luciana diversos processos administrativos do Imap. A servidora é esposa de Luiz Henrique Costa, ex-diretor-presidente do Instituto, preso na época por ocultação de documento público.

Após encontrar os processos, a Polícia Federal solicitou no mesmo dia ao Imap justificativa sobre a presença dos documentos na casa de Luciana, e o órgão respondeu que os itens foram extraviados e não tinham sido dados à responsabilidade de nenhum servidor.

Delegado João Paulo Bastos, da Delegacia de Meio Ambiente e Patrimônio Histórico da PF (Delemaph) (Foto: John Pacheco/G1) Delegado João Paulo Bastos, da Delegacia de Meio Ambiente e Patrimônio Histórico da PF (Delemaph) (Foto: John Pacheco/G1)

Delegado João Paulo Bastos, da Delegacia de Meio Ambiente e Patrimônio Histórico da PF (Delemaph) (Foto: John Pacheco/G1)

No dia seguinte, Nilton Pereira teria apresentado um ofício informando que os documentos foram encaminhados para Luciana, informou o delegado João Paulo Bastos, da Delegacia de Meio Ambiente e Patrimônio Histórico da PF (Delemaph).

"Foram informações contraditórias, que na ótica da Polícia Federal e do Ministério Público Federal [MPF] foram atos tentatórios a embaraçar a investigação criminal que envolve a organização criminosa. Tanto o senhor Nilton, quanto a senhora Luciana foram denunciados", detalhou.

O advogado Hugo Barroso, que defende os dois servidores, explicou que o então diretor forneceu uma informação equivocada no dia da operação, em função da "pressão" por parte dos policiais federais. A pressa da corporação em obter os resultados teria induzido Nilton ao erro.

"A PF quando chegou no Imap de imediato queria as informações. O Nilton pediu um tempo para levantar as informações. Devido à pressão dos policiais federais ele acabou dando a relação equivocada do processo. Não houve nenhum documento extraviado. Houve um equívoco e depois fez um novo ofício mandando a informação certa. Foi falta de tempo para analisar tudo", explicou.

Os procesos administrativos na casa da servidora eram relacionados a diversos temas, segundo o delegado, como laudos, plano de manejo e desmatamento. À época, a defesa informou que os documentos foram levados por Luciana para "adiantar" os trabalhos em casa.

"Cada um dos servidores estava acumulando muitos processos no Imap, e alguns desses processos foram cedidos aos servidores para dar agilidade no serviço. Em momento nenhum foi para praticar algo ilegal. Meus clientes nunca se eximiram da responsabilidade e estão colaborando com a investigação", completou o advogado de defesa.

O delegado João Paulo Bastos completa que muitos dos processos não eram da competência da área da servidora, que atuava no setor de Documentação de Origem Florestal (DOF). A operação também acredita que o ofício entregue foi feito após a prisão do marido da servidora.

Na operação, os envolvidos podem responder por embaraçar organização criminosa, obstrução de justiça, falsidade ideológica e advocacia administrativa. As penas podem chegar a 14 anos de prisão.

Penas de ex-servidores podem chegar a 14 anos de prisão (Foto: Divulgação/PF) Penas de ex-servidores podem chegar a 14 anos de prisão (Foto: Divulgação/PF)

Penas de ex-servidores podem chegar a 14 anos de prisão (Foto: Divulgação/PF)

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